fbpx

Governo Recua e Nega Intervenção nos Juros

Ações do Banco do Brasil tiveram leve queda depois de discurso de Bolsonaro pedindo ao Banco do Brasil juros menores para crédito agrícola.

Redação DuMoney 30 de abril de 2019 atualizado às 09:38

Porta voz da Presidência esclarece não haverá intervenção em juros dos bancos públicos. (Ilust. Pixabay)

 

A Presidência da República teve que se manifestar para acalmar o mercado depois que Bolsonaro pediu publicamente que o Banco do Brasil diminuíssse a taxa de juros dos empréstimos. Na abertura de uma exposição agrícola no interior de São Paulo, o presidente se dirigiu ao presidente do Banco do Brasil para pedir que os juros do crédito rural “caiam um pouco mais”. As ações do BB na Bolsa de Valores de São Paulo sofreram uma ligeira queda, mas logo se recuperaram, fechando o dia estáveis.

“Foi um comentário num ambiente muito amigável. Obviamente que o presidente não quer e não intervirá em qualquer aspecto relacionado a juros nos bancos que estão, em tese, sob o guarda-chuva do governo”, disse o porta-voz Otávio Rêgo Barros mais tarde em coletiva de imprensa em Brasília.

Impostos

Rêgo Barros reforçou a posição do presidente em não criar qualquer tipo de novo imposto no país, especialmente sobre igrejas. Ele descartou problemas na relação entre Bolsonaro e o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra. Em uma entrevista publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, Cintra informou que a proposta de reforma tributária deve incluir uma nova contribuição previdenciária, que substituirá o atual imposto sobre folha de pagamento, e será cobrada sobre todas as transações financeiras, inclusive sobre o dízimo pago pelos fiéis às igrejas. A medida foi logo descartada pelo presidente, em um vídeo divulgado em uma rede social.

“Não há fricção entre o presidente e o secretário. Apenas o nosso presidente, diante de seus conceitos e percepções políticas, entendeu que não se deve mesmo bitributar as igrejas. Ele, como presidente, de pronto, já resolveu destacar que encontrava-se contrário a essa posição”, disse o porta-voz. Durante a tarde, Marcos Cintra e Bolsonaro se reuniram no Palácio do Planalto, mas Rêgo Barros descartou qualquer possibilidade de o secretário da Receita deixar o cargo no momento.

Coaf

Sobre a eventual retirada do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça, o presidente Jair Bolsonaro disse ser pessoalmente contra, segundo informou o porta-voz do governo. O Coaf, que é especializado em identificar ocorrências suspeitas de “lavagem” ou ocultação de bens, pertencia ao então Ministério da Fazenda (atual Ministério da Economia), mas passou a ser subordinado à pasta de Justiça e Segurança Pública com a entrada em vigor da Medida Provisório 870, editada por Jair Bolsonaro no primeiro dia de governo.

Leia mais: BANCO CENTRAL PODE INTERVIR PARA CONTER ALTA DO DÓLAR

 

 

Em Últimas notícias

Recomendadas para você