fbpx

Educação Financeira Entre as Prioridades de Novo Presidente do BC

Campos Neto também afirmou que o governo trabalhará para ampliar o mercado de capitais privado e para melhorar a educação financeira da população

Redação DuMoney 14 de março de 2019 atualizado às 15:00

O discurso do economista Roberto de Oliveira Campos Neto era aguardado pelo mercado (Foto-informações Ag. Brasil)

 

No primeiro discurso oficial no cargo, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, voltou a defender a autonomia formal da instituição. Ele disse que buscará manter a inflação em níveis baixos e controlados e deu destaque à necessidade de educação financeira da população.

“Além de trabalhar para manter as conquistas, é necessário avançar. E nesse sentido, acreditamos que um Banco Central autônomo estaria melhor preparado para consolidar os ganhos recentes e abrir espaço para os novos avanços de que o país tanto precisa”, declarou Campos Neto.

Campos Neto ressaltou que se empenhará para que o Banco Central cumpra as duas principais missões: manter o poder de compra da moeda por meio de inflação baixa e a solidez do sistema financeiro. Na próxima semana, o presidente do BC comandará sua primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão que define a taxa Selic – juros básicos da economia – atualmente em 6,5% ao ano.

No primeiro discurso no cargo, Campos Neto também afirmou que o governo trabalhará para ampliar o mercado de capitais privado (captação de recursos para grandes projetos pelo setor privado), pela democratização do sistema financeiro e para melhorar a educação financeira da população, para estimular a participação de todos no mercado e ampliar a formação de poupança.

Neto do economista Roberto Campos, ministro do Planejamento nos anos 1960, Campos Neto defendeu a redução do papel do governo no sistema financeiro e o desenvolvimento do setor privado. “Queremos tornar o mercado mais aberto para os estrangeiros, com uma eventual moeda conversível que sirva de referência para a região”, declarou.

Balanço

O ex-presidente do BC Ilan Goldfajn fez um balanço de sua gestão. Ele lembrou que conseguiu reduzir a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 11% no fim de 2015 para cerca de 4%, ao mesmo tempo em que reduziu a taxa Selic – juros básicos da economia – para 6,5% ao ano, no menor nível da história.

Além da gestão da política monetária, Goldfajn destacou a Agenda BC+, conjunto de medidas para reduzir o custo do crédito, modernizar a legislação, ampliar a inclusão financeira e tornar o sistema financeiro mais eficiente. Segundo o ex-presidente, de 41 ações da Agenda BC+ foram concluídas e 27 estão em andamento.

Ele citou como principais medidas a regulamentação da Fintechs (instituições financeiras tecnológicas de crédito colaborativo), a portabilidade da conta-salário, a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLP) e o limite de 30 dias para o rotativo do cartão de crédito.

 

 

 

Em Últimas notícias

Recomendadas para você