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Atari se recupera apostando na própria marca

Redação DuMoney 11 de dezembro de 2018 atualizado às 17:14

A empresa de games Atari conseguiu pagar suas dívidas e passou a gerar lucro apostando apenas na própria marca

A empresa se reergueu apenas com o prestígio da marca / Sutterstock

O nome Atari traz um sentimento nostálgico para quem viveu nos anos 70 e 80. E é nessa nostalgia que o CEO da marca, o francês Frédéric Chesnais, aposta para reerguer a empresa de games.

Em 2013, quando Chesnais assumiu, a Atari tinha uma dívida de US$ 34 milhões. Atualmente, a companhia não só limpou o nome, como também atingiu um faturamento de US$ 20 milhões anuais. Em uma entrevista recente, Chesnais disse que além de colocar a casa em ordem, ele tem ambições maiores.

FLASHBACK

A Atari foi fundada por Nolan Bushnell e Ted Dabney, em 1972, e começou como uma fabricante de fliperamas. Aliás, é de Bushnell a ideia de cobrar uma moedinha por cada jogada – movimento que abriu espaço para toda uma indústria de jogos arcade.

Com o sucesso dos fliperamas, surgiu a ideia de vendê-los “em miniatura” para que as pessoas jogassem em casa. Daí, nasceu o famoso console Atari, videogame queridinho dos jovens da década de 70/80. Em 1982, foram compradas 8 milhões de unidades do videogame.

Depois de terem feito tanto sucesso, os dois fundadores venderam o negócio para a Warner Communications, em 1976. A aquisição não afetou a boa onda que a empresa surfava.

Mas, em 1983, a indústria de jogos americana entrou em recessão. Muitos desenvolvedores independentes começaram a surgir no mercado, aumentando a concorrência e dividindo os consumidores. Isso, somado às decisões administrativas equivocadas, fez com que a Atari começasse a perder dinheiro.

Em 2008,  Atari foi comprada pelo extinto grupo francês Infogrames, e cinco anos depois, Frédéric Chesnais chegou ao comando da empresa.

Depois de pedir recuperação judicial algumas vezes, e remanejar os negócios entre unidades distintas, Chesnais resolveu rebatizar. Nasce a Atari SA, que focaria em quatro áreas de atuação.

A primeira é a Atari Games, que tem no Rollercoaster Tycoon Touch – jogo em que você administra um parque de diversões – o seu principal produto, com mais de 200 mil usuários diários. A segunda unidade de negócios é a Atari Casino, que muita gente não sabe que existe, mas que, com seus jogos de azar, é responsável por 10% da receita da empresa. A terceira é a Atari Partners, que cuida de todos os acordos de licenciamento. Isto é, produtos que usam a imagem da marca e dos produtos da marca como camisetas e bonés.

logo da marca em painel neon

Cena do filme Blade Runner 2049 / Divulgação Warner Bros.

JOGANDO COM A NOSTALGIA DO CONSUMIDOR

A quarta e última área de atuação é a Atari VCS, divisão responsável por reviver o legado da marca que ainda tem credibilidade e valor emocional para muitos consumidores. Até agora, o Atari VCS já vendeu mais de 10 mil unidades do console durante pré-venda, arrecadando mais de US$ 3 milhões.

O novo produto surgiu como uma opção para os nostálgicos relembrarem os games clássicos, mas a diretoria está com planos mais ousados. Pretende entregar um produto mais moderno e que integre três funções: uma plataforma para desenvolvedores independentes; uma central multimídia para navegação na internet; um emulador de joguinhos antigos e assistente de voz. Tudo isso por até US$ 329. Ou seja, mais caro do que a maioria dos videogames da geração atual.

Iniciativas como o Atari VCS e a atualização de jogos antigos para plataformas atuais – como Rollercoaster Tycoon versão Mobile – podem ajudar a marca a se consolidar novamente no mundo dos games. Mas não é possível saber se a companhia voltará a ser o que era em seus anos dourados.

Em Marketing Digital

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