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A análise que você precisa fazer antes de implantar o trabalho home office

Redação DuMoney 10 de setembro de 2018 atualizado às 11:51

A flexibilidade do serviço fora do escritório é valorizado, mas antes de implantar o trabalho home office é preciso saber se sua empresa e equipe está preparada para esse novo passo

 

Segundo pesquisa, 53% dos profissionais brasileiros não fazem home office / Schutterstock

 

Empresas em todo o mundo enfrentam uma concorrência cada vez mais feroz para conseguir atrair jovens talentos. Isso significa que os empregadores estão precisando criar alternativas para tornar as ofertas de trabalho mais atrativas para esse público em busca do primeiro emprego.

Em geral, esse seleto grupo faze parte da geração millennials (nascido nos anos 1980 até meados dos anos 1990) e está colocando os pés no mercado de trabalho com um comportamento diferente: são movidos por propósitos e não são tão afeitos à regras e ao excesso de hierarquia.

E, se eles se comportam diferente, é preciso atraí-los de uma forma menos tradicional. Sendo assim, o que se vê no mercado é que uma das estratégias mais utilizadas para conquistá-los é a oferta do home office. Ou seja, a flexibilidade de não precisar ir diariamente até a sede da empresa, pelo menos, uma ou duas vezes por semana.

MAIORIA DOS BRASILEIROS AINDA NÃO FAZEM HOME OFFICE

Interessante, porém, notar que cumprir as horas de trabalho fora da empresa não é algo comum no Brasil. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ibope Conecta, em parceria com a Microsoft,  53% dos profissionais brasileiros não fazem home office. No setor público, esse número cresce para 68%.

De acordo o levantamento,  a maioria deles apontou que ter horários flexíveis e permissão para trabalhar em casa definem um “ambiente de trabalho moderno”. E boa parte dos que responderam a pesquisa consideram que um ambiente de trabalho moderno influenciaria a sua decisão ao analisar uma proposta de emprego.

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Especialistas em carreira gostam de deixar claro que sistemas remotos não funcionam para todas as pessoas ou equipes, mas as empresas que adotam, em alguns casos, conseguem aumentar a produtividade.  Além de atrair mais candidatos, uma corporação multinacional, por exemplo, pode usar os fusos horários a seu favor para levar os projetos adiante e oferecer um melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal a seus funcionários.

QUESTÃO: O TRABALHO HOME OFFICE FAZ SENTIDO PARA A SUA ESTRATÉGIA?

Se você deseja contratar um diretor ou gerente que fará a supervisão de muitas áreas, certamente seria melhor que ele fosse um funcionário que vá a empresa todos os dias. Uma rotina distante da empresa pode causar a impressão da falta de uma liderança, o que pode prejudicar a produtividade dos funcionários.

Para quem é novo na empresa, seja em qualquer posição, pode ser ruim para a integração do novo colaborador estar mais distante do escritório. Antes de contratar, é bom entender também quais os motivos que fazem o profissional desejar trabalhar em casa, por exemplo. A distância entre a casa do funcionário e a empresa costuma ser um dos principais motivos. Mas, algumas pessoas falam sobre o problema da concentração, argumentando que em casa, quando possuem um espaço, conseguem ter mais foco.

Neste caso, por exemplo, a empresa pode pensar em permitir o home office, e, ao mesmo tempo, criar uma setor de salas individuais que possam ser compartilhadas na sede da empresa para funcionários terem mais conforto, quando não fizerem o home office.

Para o coach organizacional Luiz Affonso Romano, a relutância em instaurar o sistema de homeoffice é uma “falta de visão da geração mais velha”.

“Um funcionário, para trabalhar 2.000 horas por ano, gasta em média 1.000 horas apenas no deslocamento entre casa e o trabalho (tomando como parâmetro cidades como Rio de Janeiro e São Paulo). Tempo que poderia ser investido em cursos, leituras e outros aprimoramentos para a carreira. A empresa teria benefícios em forma de um funcionário mais saudável, descansado, qualificado e produtivo”, argumenta Romano, que também é presidente da Associação Brasileira de Consultores (ABCO).

MOTIVAÇÃO À DISTÂNCIA

O uso de ferramentas de videoconferência é uma ótima maneira de conversar com quem está longe. Sendo assim, se um funcionário trabalha diariamente em casa, é possível marcar reuniões periódicas para manter a equipe unida e andando no mesma toada.

A falta do contato olho-no-olho exige, talvez, mais feedbacks entre os colaboradores. Mas uma coisa é certa: o trabalho home office tem ganhado espaço e, se você quiser contar os funcionários mais jovens, certamente, a opção de trabalhar em casa alguns dias estará entre as prioridades.

 

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