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Por que damos mais importância às perdas do que aos ganhos

Redação DuMoney 13 de julho de 2018 atualizado às 12:29

Aversão ao risco faz com que investidores tomem decisões erradas; especialistas recomendam que se evite conferir cotações com muita frequência 

Para aqueles que sofrem com a aversão à perda conferir cotações com frequência aumenta o grau de ansiedade / Shutterstock

 

Imagine que em um jogo de “cara ou coroa”, em que a chance de perder ou ganhar é de 50%, alguém proponha a seguinte aposta: se der cara, você perde R$ 100, se der coroa, você ganha R$ 150. Um experimento mostra que a maioria das pessoas não arriscaria perder cem reais pela idêntica probabilidade de ganhar R$ 150.

A chamada “aversão à perda” é um viés comportamental que nos faz atribuir mais importância às perdas que aos ganhos, nos induzindo a não correr riscos – isso se dá porque, do ponto de vista psicológico, a dor da perda é sentida com mais intensidade do que o prazer com o ganho.

O conceito de “aversão à perda” foi proposto em 1979 pelos psicólogos Amos Tversky e Daniel Kahneman, que conduziram o experimento acima. Uma vez que sentimos com maior intensidade as perdas aos ganhos, é razoável pensar que os registros neurais das perdas podem nos tornar mais avessos a riscos.

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Por isso, na hora de investir, as dicas dos especialistas são:

Evite conferir cotações com frequência excessiva, especialmente de investimentos de longo prazo, pois isso aumenta o grau de ansiedade e pode gerar uma necessidade de tomar decisões a cada consulta;

Estabeleça uma estratégia de investimentos e tente manter-se nela, definindo os limites aceitáveis para prejuízos. Isso diminui a possibilidade de tomar decisões precipitadas nos momentos em que notícias ruins estejam provocando pânico no mercado;

Antes de reforçar uma posição perdedora (novas compras destinadas a baixar o custo médio de aquisição), avalie se a decisão não surgiu pura e simplesmente de um desejo de recuperar ou de evitar prejuízos;

Diversifique seus investimentos, pois as aplicações lucrativas podem oferecer alívio para o sentimento de perda provocado pelas que derem prejuízo.

Sobre a coluna Kahnemaneando:

Entender seus padrões de comportamento e perfil como investidor é fundamental para a eficácia da gestão do seu dinheiro. Por isso, o DuMoney criou a coluna Kahnemaneando, inspirada nos experimentos do israelense Daniel Kahneman, que acabou ganhando o Nobel de Economia de 2002 pelos seus trabalhos na área de economia comportamental.

Em Kahnemaneando

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