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XP e Rico Voltam Atrás no Valor Mínimo de Aplicações

Gabriel Leal, sócio da XP, afirmou em entrevista que o objetivo inicial era evitar que os pequenos investidores concentrassem demais o portfólio.

Redação DuMoney 22 de fevereiro de 2019 atualizado às 12:37

XP e Rico se equilibraram em meio às críticas (foto Divulgação XP)

 

Alguns clientes-investidores reclamaram nas redes sociais e conseguiram: XP e Rico recuaram da decisão de aumentar o valor mínimo de aplicação em renda fixa privada. Entenda o imbróglio.

Na sexta-feira passada, dia 15, a XP investimentos resolveu aumentar o valor mínimo para as aplicações de renda fixa privada. A decisão valia também para a Rico, integrante do grupo. As debêntures de empresas e CDBs de bancos na XP foram elevadas de R$ 3 mil para R$ 30 mil. A aplicação mínima na Rico subiu de mil reais (mínimo para alguns produtos) para R$ 20 mil.

Coincidência ou não, a redução do valor mínimo de investimentos veio poucos meses depois que o poderoso Itaú-Unibanco comprou participação societária na empresa. Os clientes acusaram a coincidência e não pouparam críticas.

No Facebook, Kensabulo Sato escreveu: “Sou cliente XP e percebo que, após a re-bancarização, estão tendo atitudes de “bancão”.  A rigor, a promessa das novas fintechs era atender o público ignorado pelos bancos. Juntar em grandes fundos os pequenos investidores para os quais o sistema bancário tradicional não oferecia oportunidades.

Gabriel Leal, sócio da XP, chegou a afirmar em entrevista que o objetivo era evitar que os pequenos investidores concentrem demais o seu portfólio. “Se o cliente não tem recursos suficientes a ponto de diversificar, é melhor que ele acesse o mercado de fundos ou o Tesouro Direto”, afirmou. Pegou mal.

Recuo

Houve impacto e resposta nas redes sociais e a decisão também virou notícia na grande imprensa. O site UOL republicou um Twitter em que a usuária alertava: “Fujam para as colinas. Consegui abrir outra conta em 10 minutos na Internet.”

A reação provocou novas mudanças. Em menos de uma semana, houve um recuo. Em nota, na terça feira, 19.02, a XP voltou atrás e informou que fez “testes para adequar o valor da aplicação mínima”, após pesquisas feitas com seus clientes.

Em mais um trecho da nota, explicou: “em função dos feedbacks recebidos e do estudo promovido internamente para identificar o valor adequado para permitir essa diversificação e proteção ao cliente, a XP Investimentos fixou em R$ 10 mil o valor da aplicação mínima para os produtos de renda fixa.”

Leia mais: O que são as Fintechs e Como Elas Podem Ajudar a Investir

 

 

 

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