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Vale Amarga Prejuízo de R$ 6,4 bi Após Brumadinho

A Vale aponta: a queda ocorreu em parte devido às paralisações ocorridas em suas estruturas após a tragédia de Brumadinho.

Redação DuMoney 10 de maio de 2019 atualizado às 09:22

O presidente da Vale, Fábio Schvartsman, durante audiência pública da Comissão Externa da Câmara dos Deputados. (foto Ag. Brasil)

 

A Vale divulgou ontem seu resultado financeiro do primeiro trimestre de 2019: R$ um prejuízo de 6,4 bilhões. Ele traz a público os primeiros dados após a tragédia de Brumadinho, ocorrido em 25 de janeiro, quando o rompimento de uma de suas barragens provocou mis de 200 mortes.

De acordo com a mineradora, os impactos financeiros da ruptura da barragem de Brumadinho levaram, pela primeira vez em sua história, a um resultado negativo do Ebitda, que é o lucro operacional excluindo-se os juros, impostos, depreciação e amortização. No primeiro trimestre de 2019, o Ebitda ficou em R$ 2,8 bilhões negativos.

Em 2018, a Vale teve lucro líquido de R$ 25,65 bilhões. Não houve resultado negativo em nenhum dos quatro trimestres. Do total, R$ 5,1 bilhões foram obtidos nos primeiros três meses do ano. O melhor desempenho de 2018 ocorreu no quarto trimestre com R$ 14,48 bilhões e o pior no segundo trimestre com R$ 0,3 bilhão.

Ações

O desmoronamento da barragem de Brumadinho ocorreu na sexta-feira 25 de janeiro deste ano, dia do aniversário de São Paulo, feriado na cidade. A Bovespa não estava operando e no pregão de segunda, as ações tiveram queda de quase 25%. Até hoje, o valor dos papéis não se recuperou, ainda acumula perda de mais de 10% sobre o período anterior ao acidente.

Queda nas vendas

De acordo com a mineradora, o Ebitda do primeiro trimestre de 2019 também foi impactado pelo menor volume de vendas de minério de ferro e pelotas na comparação com o mesmo período do ano passado. A Vale avalia que a queda ocorreu em parte devido às paralisações ocorridas em suas estruturas após a tragédia de Brumadinho. Também cita a adoção de novos procedimentos em portos chineses e a ocorrência de chuvas anormais no porto de Ponta da Madeira (MA).

A Vale informou ainda que a dívida bruta aumentou US$ 1,585 bilhão nesse primeiro trimestre de 2019, alcançando US$ 17,051 bilhões no primeiro trimestre. A razão desse crescimento, segundo nota divulgada pela mineradora, foi a “adição de US$ 1,842 bilhão de novas linhas de crédito captadas para cumprir com a obrigação de manter fundos bloqueados relacionados à ruptura da barragem de Brumadinho”.

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