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Qual o tamanho do cenário (e da safra) da agricultura do Brasil em 2018?

Redação DuMoney 8 de outubro de 2018 atualizado às 15:33

Depois de 12 anos, Brasil volta a ter um censo do IBGE no campo. Cenário, no entanto, apresenta diferenças em relação a década passada

 

Hoje, segundo o IBGE, o Brasil tem cinco milhões de propriedades rurais / Schutterstock

Qual é o tamanho do agronegócio brasileiro? Para sanar essa dúvida, agentes do IBGE foram literalmente ao campo para visitar propriedades rurais de todo o país a pé, de bicicleta, de carro e até a cavalo. E eis que temos um novo cenário: a área destinada a agricultura e pecuária cresceu 5% no país, desde o último censo, em 2005.

E apesar de ser sempre associada as fazendas do Centro-Oeste, a expansão foi maior na fronteira agrícola da região Norte do país. Já o Nordeste foi a única região que registrou queda na área destinada à agropecuária – devido ao agravamento da seca que atingiu a região nos últimos cinco anos.

PERFIL DO PROPRIETÁRIO RURAL

De acordo com o estudo do IBGE, O Brasil tem cinco milhões de propriedades rurais – 2% a menos do que no último Censo -, e há um novo perfil de quem é empreendedor no campo: 75% são homens entre 30 e 60 anos. A maioria sabe ler, escrever e produz em áreas de até 50 hectares. Em geral, são administradores do próprio negócio – e não possuem relação com associações ou cooperativas.

Outra mudança significativa foi a modernização da lavoura. Atualmente, são mais de 1,7 milhão de equipamentos tecnológicos. A incorporação de máquinas, porém, acelerou o fechamento de postos de trabalho. Hoje, segundo o IBGE, o país tem 15 milhões de trabalhadores rurais, mas, em 2006, eram 16,5 milhões.

O Censo Agropecuário também traz o número de animais no país. O rebanho bovino caiu 2,8%. Já a suinocultura cresceu 25,6%. O setor de aves teve o maior crescimento: 27%.

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VALOR DA PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA

Puxada pela soja, o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária brasileira deverá cair menos do que se previa inicialmente em 2018. Segundo estimativas divulgadas pelo Ministério da Agricultura, no início do terceiro trimestre, o valor total da produção alcançará R$ 563,5 bilhões no ano – 12,2% superior ao valor projetado no início do ano.

Essa diferença de cenário que se desenhava no início de 2018 é creditada justamente à soja. A colheita do grão surpreendeu os produtores e, mais uma vez, bateu recorde na temporada. Além disso, os preços no mercado doméstico subiram, ao contrário do que se esperava, em decorrência da quebra da safra argentina e das disputas comerciais entre Estados Unidos e China.

Nesse rol, outro destaque positivo é o algodão, cujo VBP em 2018 foi elevado pelo ministério para R$ 33 bilhões, um aumento de 43,2% na comparação com o resultado do ano passado. Também há previsão de avanço para o café – com crescimento de 8,5%, alcançando a marca de R$ 24,3 bilhões.

“O que me impressiona é que o bom desempenho da agricultura não provoca nos empresários que não são do ramo a ideia de investir no setor. O potencial do agronegócio é enorme, mas ele é subaproveitado. Uma das saídas é o crescimento do número de startups no setor. Mas, sem dúvidas, ainda vai demorar para que tenhamos investimentos como há em outras áreas” – afirma Tainan Lamas, especialista em inovação do Grupo Innobuilders,

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