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Por que permitir que robôs de investimentos cuidem do seu dinheiro

Redação DuMoney 13 de julho de 2018 atualizado às 18:28

Cresce a parcela de usuários que optam por delegar aos robôs de investimentos a missão de escolher aplicações

Algoritmos podem ajudar a encontrar os melhores rendimentos / Shutterstock

 

Redação DuMoney

A queda dos juros vem provocando um rearranjo no cenário dos investimentos, tornando mais desafiadora a tarefa de montar uma carteira de aplicações. Por isso, cresceu a parcela de investidores que optou por delegar a robôs a missão de escolher o que fazer.

Oferecidos por fintechs (como são chamadas as empresas que criam inovações na área financeira), os robôs de investimentos são algoritmos que acompanham os movimentos de mercado e criam, de forma automatizada, portfólios de acordo com o perfil do investidor.

ECONOMIA NA TAXA DE ADMINISTRAÇÃO

Para investidores que não dispõem de grande conhecimento técnico ou experiência, os algoritmos ajudam a encontrar os melhores rendimentos,  respeitando o perfil de tolerância de risco do usuário. Uma das vantagens é que ele tem uma taxa de administração mais baixa, já que não depende do envolvimento direto de uma pessoa na alocação de recursos. No Brasil, os “robôs de investimentos” já administram pelo menos R$ 300 milhões em ativos

Mas será que o desempenho deles supera o dos humanos? Para Vinicius Maeda, diretor de relações com investidores da Magnetis – uma das consultoras de investimentos automatizada –, sim.

“A gente considera que os robôs podem ter performance superior à de humanos sim, mas é preciso diferenciar que humano é esse – um investidor profissional ou uma pessoa que faz isso nas horas vagas. Ainda assim, quando comparamos a performance de gestores profissionais em longas janelas de análise, a maioria dos fundos de gestão ativa perdem dos índices de referência, não só no Brasil, mas lá fora também. Warren Buffett, um dos maiores investidores da história, lançou uma aposta ao mundo: 500 mil dólares de que um fundo passivo, que simplesmente acompanhasse ao longo de 10 anos as 500 maiores empresas americanas, teria melhores resultados que um conjunto de “Hedge Funds” escolhidos a dedo. E ganhou”, lembra Maeda.

“NÃO É UMA MÁQUINA QUE ESTÁ CRIANDO A ESTRATÉGIA”

O diretor da Magnetis ressalta ainda que não há uma substituição total da ação humana, mas uma complementaridade:

“Na Magnetis, a interação do cliente não se dá exclusivamente com uma máquina. Nós temos um time de consultores de investimentos que está disponível para assessorar o cliente durante toda a jornada até o alcance de seus objetivos. Além disso, as estratégias são construídas e atualizadas por um comitê composto por pessoas com vasto conhecimento acadêmico, as mais altas certificações de mercado, décadas de experiências em investimentos. Depois, esses parâmetros são colocados em algoritmos. Não é uma máquina que está criando estratégias do nada e fazendo recomendações para o investidor”.

OS MELHORES ROBÔS DE INVESTIMENTOS

Segundo levantamento do buscador de investimentos Yubb, os quatro maiores robôs do Brasil – Magnetis, Monetus, Vérios e Warren – apresentaram em 2017 a maior rentabilidade média do mercado: 131,54% do CDI (taxa que anda de mãos dadas com a Selic). Por pouco, eles ficaram à frente da média dos fundos multimercado, que renderam no período 130,14% do CDI. Logo abaixo ficaram os Recibos de Depósitos Bancários (RDBs), as Letras de Câmbio (LCs) e os Certificados de Depósito Bancário (CDBs). O levantamento foi feito com 5,4 mil fundos e 1,3 mil investimentos de 120 instituições financeiras.

Os clientes da Magnetis, conta Maeda, vão desde pessoas que não são da área financeira, como médicos, advogados etc, até profissionais que têm conhecimento do mercado, mas que não se envolveram com isso profissionalmente.

“São pessoas que entendem que contar com um serviço personalizado, com o suporte de uma equipe de especialistas, para fazer bons investimentos, é importante. Para quem não serve tanto? Para aquela pessoa que quer fazer seus investimentos por conta própria, que tem experiência e essa tarefa acaba sendo quase uma extensão do dia a dia dela”, explica.

Com mais de 40 mil planos de investimentos, a Magnetis cobra taxas de administração que variam de 0,2% a 0,4% sobre o montante investido e o investimento mínimo começa em R$ 10 mil.

“Só existe um valor mínimo porque a gente prioriza a construção de carteiras bem diversificadas e esbarramos em fatores como produtos com valor mínimo de aplicação inicial. Por exemplo, um CDB, se você quiser pagar uma taxa boa, não vai conseguir com cem reais. Esses fatores acabam sendo de certa forma barreiras”, explica Maeda, que aposta num crescimento exponencial do mercado. “Ainda existe bastante gente que não conhece a tecnologia. E, para ter noção do potencial, cerca de 90% dos investimentos dos brasileiros ainda estão nos grandes bancos de varejo – em mercados desenvolvidos, como o dos Estados Unidos, esse percentual é de 5%, então a gente vê que há muito espaço para gerar valor para uma base grande de clientes”.

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