fbpx

Por que tem mais brasileiro investindo em Bitcoin do que na Bolsa?

Redação DuMoney 12 de dezembro de 2018 atualizado às 17:39

O número de CPFs cadastrados no mercado de criptoativos já superou a quantidade de pessoas que negociam na Bolsa de Valores. Mas por que tem mais gente investindo em Bitcoin do que na Bolsa?

moeda simbolizando Bitcoin

Existem mais CPFs cadastrados no mercado de Bitcoin do que na Bolsa de Valores / Shutterstock

O número de investidores de Bitcoins no Brasil já ultrapassou o total de pessoas físicas cadastradas na Bolsa de Valores. Com a população brasileira de mais de 200 milhões de pessoas, estão registrados na Bolsa do país pouco mais de 600 mil CPFs. Enquanto isso, no mercado de criptomoedas, que é bem recente, já existem 1,4 milhão de CPFs cadastrados.

O volume movimentado no país no ano passado pelas criptomoedas foi de R$ 8,2 bilhões. O Bitcoin virou febre após sua cotação chegar a quase US$ 20 mil em dezembro – uma valorização de 1.400%. O interesse se mantém em 2018, mesmo após a queda brusca no valor, que chegou a US$ 6.269 mil no dia 29 de outubro. Além disso, o investimento é bem mais acessível que outros ativos financeiros. Para os especialistas, o mercado brasileiro ainda tem muito potencial para avançar.

“Nos Estados Unidos, cerca de 50% da população investe em alguma coisa – seja no Tesouro americano, em ações etc. No Brasil, esse número é muito pequeno. E por que no mercado de criptomoedas é tão maior? O Bitcoin tem pouquíssimas barreiras de entrada. Você pode começar a comprar com R$ 10. E o processo é muito fácil, bem parecido com o de abertura de uma conta digital. Então, o potencial é imenso, acreditamos que vamos chegar em 5 a 10 milhões de pessoas transacionando Bitcoins no país ainda este ano”, diz Natália Garcia, sócia e diretora jurídica da Foxbit, uma plataforma de educação e intermediação de valores.

Ela lembra ainda que, até pouco tempo atrás, o Bitcoin era coisa só dos “entendidos de tecnologia”. Agora, está no radar dos grandes investidores, o que aumenta o mercado potencial da moeda em milhares de vezes.

“Em 2016, o perfil do investidor em criptomoedas era do jovem geek que queria conhecer e entender o que era esse ativo digital, e investia pouco, na casa de R$ 500 a mil reais por mês. Em 2017, a gente passou de um mercado que valia US$ 12 bilhões para um mercado que em janeiro deste ano chegou a valer US$ 800 bi. Passamos a ver investidores com portfólio grande, de mais de R$ 10 milhões, investindo em Bitcoin. Eles veem a moeda como uma diversificação, e aplicam 1% a 5% de seu patrimônio para ver no que dá”, explica a sócia da Foxbit, que, com o crescimento da procura pelo público de 35 a 55 anos que quer investir mais de R$ 100 mil em Bitcoins, lançou recentemente uma mesa de operações (OTC) para negociar o criptoativo.

O efeito colateral da alta procura pela criptomoeda foi a explosão no número de reclamações contra as empresas que fazem transações de Bitcoins. As queixas  dispararam mais de 700% no site Reclame Aqui no segundo semestre do ano passado, contra os seis meses anteriores: passaram de 804 queixas para 6.490.

A maior parte das reclamações refere-se à demora na entrega dos serviços, seguida de problemas no estorno de valores e finalização da compra, além de atraso na aprovação dos pagamentos.

 

As consequências de ter um chefe ruim na sua carreira

Em Investimentos

Recomendadas para você