fbpx

O tamanho da “fila” de oferta ações esperando a definição das eleições

Redação DuMoney 18 de outubro de 2018 atualizado às 15:50

Com a definição do nome para presidente, Bolsa de Valores fará oferta bilionária no mercado financeiro

Companhias estão prestes a abrirem capital na Bolsa de Valores / Schutterstock

 

O segundo semestre de um ano eleitoral costuma ser de cautela em termos de investimentos. Empresários, por exemplo, costumam aguardar a definição para tomarem decisões estratégicas em seus negócios. Para quem não tem empresa, mas investe no mercado financeiro, também costuma desacelerar durante a campanha política.

E, claro, se todo mundo aguarda certezas, no caso das empresas não seria diferente. Segundo analistas de bancos de investimentos, mais de R$ 20 bilhões em ofertas de ações estão na “fila” para chegar ao mercado financeiro após a definição do cenário eleitoral. Todo esse montante, claro, é de companhias que estão prestes a abrirem capital na Bolsa de Valores.

Nas duas últimas semanas, as empresas que estão se preparando para a estreia na Bolsa começaram a aquecer as turbinas com os preparativos para o processo. Segundo especialistas do mercado, as interessadas estão no momento de “deixar a casa em ordem” e a documentação preparada para a abertura da próxima janela.

“Para quem é investidor o cenário é animador. No médio prazo, as contas do mercado estimam que futuras ofertas de ações superem os R$ 70 bilhões nos próximos dois anos”, afirma Luiz Dias, especialista no mercado de ações.

BAIXO APETITE DOS INVESTIDORES

Para muitas empresas, chegar à Bolsa neste ano pode ser considerada uma vitória. Isso porque muitas das que estão em vias de fazerem do mercado de ações são as mesmas que tinham como objetivo abir capital no ano passado. O problema é que como a economia demorou a engrenar, os processos de aberturas não empolgou tantos os investidores na época.

LEIA MAIS: Começando a investir na Bolsa? Confira 12 erros que você pode evitar

Importante dizer que esse movimento de fuga dos investidores estrangeiros não ocorreu só no Brasil. Mercados emergentes como Índia e Rússia, por exemplo, também sentiram o esvaziamento de capital. E isso ocorreu por duas razões: muitos investidores foram para países com economias mais estáveis que, mesmo oferecendo uma taxa de retorno menor, são mais seguros e previsíveis; e o outro motivo foi o acirramento da guerra comercial entre os Estados Unidos e outros parceiros comerciais, particularmente a China.

Por aqui, empresas como Tivit, Banrisul Cartões, AgriBank são alguns dos exemplos que acenaram com o mercado, mas refutaram ao notarem o baixo apetite dos compradores de papéis. Além dessas empresas, também é esperada que companhias como Light e Vale, duas veteranas da Bolsa, também façam operações para emitirem novos papéis para vender parte de suas fatias.

De certa forma, o que tem ajudado no otimismo das companhias, em geral, é uma sensação, segundo os investidores, de que o Brasil conseguirá recolocar a economia nos trilhos nos próximos anos. O PIB, por exemplo, apesar de não crescer os 2,2 % esperados – a última estimativa ficou em 1,6%, segundo o IBGE -, vem registrando aumento há 7 trimestres consecutivos.

Em Investimentos

Recomendadas para você