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O que são as Fintechs e Como Elas Podem Ajudar a Investir

As fintechs prosperaram em virtude de novas regulamentações para o setor financeiro. Os gestores de Economia dos últimos governos se sensibilizaram para reduzir a concentração bancária no país    

Redação DuMoney 8 de fevereiro de 2019 atualizado às 17:14

Foram criadas 28 startups financeiras em 2011; no ano passado, surgiram 219

 

As fintechs são empresas que exploram recursos das novas tecnologias para oferecer serviços na área financeira, desde empréstimos até gestão de investimentos. Pretendem atrair pequenos e médios investidores que não ganham atenção especial dos grandes bancos. Nas últimas décadas, meia dúzia de grandes instituições bancárias monopolizaram o acesso à maior parte de todas as operações financeiras. Com a chegada das fintechs, o setor mudou, mas o cenário ainda pode se transformar e você pode se beneficiar da concorrência.

 

A política econômica não sofreu nenhuma grande ruptura nos governos recentes e os últimos ministros da área seguiram a mesma trilha: a flexibilização do setor bancário. Um ambiente para diminuir a concentração e reduzir o spread (a diferença entre o custo de captação e o ganho dos bancos), um dos mais altos do mundo. Enquanto o Brasil se dividia no segundo turno da eleição presidencial, em outubro do ano passado, o governo Temer publicou um decreto que permite a participação estrangeira de até 100% nas fintechs de crédito.

O superintendente-geral da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), José Carlos Doherty, lembra que “a inovação tecnológica no mundo da indústria de fundos já vem se consolidando há algum tempo. O mercado está crescendo e a tendência é crescer mais. A minha visão é de que as fintechs vão agregar valor aos serviços já prestados, de auxiliar os investidores”. O número de pessoas que tem investimentos em corretoras chega a 95% em países desenvolvidos. No Brasil, ainda ocorre exatamente o oposto. A mudança exige tempo, mas já começou. Somente no mercado de fundos, os brasileiros detêm R$ 4,4 trilhões investidos (números da Anbima), e o maior volume ainda está nos bancos tradicionais.

Para o conselheiro da ABFintechs (Associação Brasileira das Fintechs), “ganhar escala exige tempo, mas há mais acesso a capital do que antes. Avançamos bastante e já existe um ecossistema robusto com aceleradoras, fundos de venture capital e uma regulamentação que está ajudando”.

Leia mais: Fintechs atendem público desprezado pelos bancos

 

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