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O obstáculo no lucros das maquininhas de cartões dos bancos 

Redação DuMoney 19 de novembro de 2018 atualizado às 14:44

Stone surge como uma das empresas queridinhas do mercado financeiro. Apesar da pequena participação do mercado (ainda), companhia planeja ameaçar o reinado dos grandes no setor

Estreante na bolsa de Nova York, Stone fez sucesso entre os investidores / Schutterstock

 

Em um mercado dominado por gigantes, para o pequeno, o melhor a fazer é tentar passar despercebido para não ser esmagado pelos concorrentes. Esse foi o cenário e a estratégia seguida pela máquina de pagamentos Stone.

Afinal, tentar rivalizar com a Cielo (do Banco do Brasil e do Bradesco, com 47% de participação do mercado) e a Rede (Itaú, com 28% de share) seria navegar por águas turbulentas demais.

Para evitar o naufrágio, a Stone não divulgava seus números relativos à empresa, como faturamento e o lucro. Mas tudo mudou desde a segunda quinzena de outubro.

Ao ser listada na Bolsa de Nova York, a empresa captou US$ 1,2 bilhão, tornado-se uma das mais bem sucedidas aberturas de capital de uma empresa brasileira nos EUA. Mas, para isso, precisou abrir a caixa-preta da empresa.

De acordo com os números, a Stone está avaliada em US$ 7 bilhões e domina uma fatia de 5% de participação de mercado das maquininhas. Parece pouco, comparada aos concorrentes, mas há um ano, Cielo e Rede, juntas tinham quase 90% – o número já caiu para 75%.

A perda de participação das duas empresas, em parte, se explica pela quebra do duopólio feita pelo Banco Central no início desta década. Na decisão, ficou acertado que as bandeiras dos cartões deveriam ser aceitas por qualquer empresa de pagamentos.

EMPOLGAÇÃO DOS INVESTIDORES COM A STONE
É importante notar o apetite voraz das empresas, mesmo com uma oferta de ações que disponibilizaram apenas 20% de participação na Stone. Ou seja, os fundadores continuarão no controle da empresa.
O entusiamo com o potencial da empresa fez com que a Stone alcançasse um valor de mercado superior ao da Cielo, cuja participação no seguimento é mais de dez vezes maior. Tanto prestígio, fez com que a empresa confiasse em abrir capital nos EUA. Quem não está gostando nada, até agora, são os grandes bancos e suas maquininhas.

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