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Islândia: as características que fizeram o país ideal para as moedas virtuais

Redação DuMoney 14 de novembro de 2018 atualizado às 14:46

Considerado o laboratório do mundo, país têm dois ativos que permitiram ao local de se tornar um paraíso para os mineradores virtuais

 

Islândia: país com clima frio e com oferta de energia muito barata / Schutterstock

 

É comum a piada na Islândia, país europeu de 320 mil habitantes, de que o local é o paraíso dos macroeconomistas. Por lá, fenômenos acontecem mais rápidos do que o normal e de maneira concentrada. É como se  fosse possível criar um laboratório real para testar os efeitos de um colapso financeiro. Certamente, se isso fosse possível, a Islândia estaria pronta para o papel.

Não é difícil lembrar que, na crise global pós-2008, a Islândia quebrou antes e, consequentemente, tudo veio antes: os protestos da população, a queda do governo, o socorro do FMI e as medidas amargas para diminuir o impacto da crise.

E se a Islândia é o lugar do pioneirismo, alguns países ainda veriam a crise que Islândia viveu antes. Curiosamente, em 2014, enquanto o país ensaiava a retomada do crescimento da economia, outras nações, como o Brasil, começavam a se afundar na crise.

E se é necessário olhar o passado para entender o presente, a Islândia pode servir como guia, de novo. Só que desta vez, se as coisas derem errado, os efeitos serão ainda mais complicados.

ENTENDENDO MELHOR

A explicação: moeda virtual ou criptomoedas. Ou melhor, a mineração de moedas virtuais.

Explicando: a mineração de moedas virtuais tornou-se um grande negócio na Islândia. E para quem não é tão iniciado nas criptomoedas, mineração trata-se do processo de recompensa quando alguém ajuda no processo de transferência de informações financeiras digitais.

É o caso, por exemplo, das moedas virtuais. Para que uma quantia de dinheiro virtual saia de uma conta e vá para outra, é necessário que ocorra uma transação eletrônica, chanceladas pelos usuários das redes que trabalham especificamente para isso e, sem eles, essa transferência não poderia ocorrer. Para isso, mineração.

E onde a Islândia se encaixa?

O motivo é que para essa tal mineração ocorrer são necessários mega computadores. Logo, imagina-se, é preciso manter os computadores frio e muita energia para que eles funcionem. Aí é que entra a Islândia: no país, faz frio quase o ano inteiro; além disso, a Islândia tem uma fonte de energia quase ilimitada sob seu solo. Por lá, há uma série de usinas de energia geotérmica que usam o vapor quente da água geotérmica para alimentar turbinas e gerar enormes quantidades de energia barata.

Sendo assim, ficou fácil entender o porquê o país virou o paraíso dos mineradores virtuais.

“NADA INDICA QUE VAI HAVER UMA CRISE”

“Não se sabe qual o potencial da criptomoedas e nem dá para saber. Durante alguns anos, o Bitcoin, por exemplo, se manteve abaixo dos US$ 100. Ano passado, tivemos um pico de US$ 20 mil. Na época, as projeções eram de que poderia chegar aos US$ 100 mil, mas parece, pelas últimas semanas, que o ativo se estabilizou nos US$ 6 mil”, diz o economista Marcos Moreira, pesquisador do mercado de criptomoeda. “Nada indica que vai haver uma crise e voltar ao patamar abaixo de US$ 1 mil, mas isso pode ocorrer. É tudo muito incerto.”

Neste caso, em um possível reviravolta da moeda virtual, a Islândia veria o interesse pelo país cair. Hoje, a onda migratória de mineradores virtuais ajudaram a movimentar a economia. Muitas empresas, por exemplo, com uma infraestrutura de Data Centers se instalaram no país para anteder a demanda mineradora.

Se isso vai permanecer? É difícil dizer. Mas o histórico islandês ensina que 00os impactos por lá são sentidos antes de todo mundo. Neste caso, além de ser a primeira a perceber os sintomas, terá que encontra maneiras de aproveitar o clima e energia barata que oferece.

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