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Investidores dos EUA Convidados Para Obras e Concessões

"Vocês podem ir lá ajudar a financiar nossas rodovias, ir atrás de concessões de petróleo e gás", afirmou Paulo Guedes aos investidores americanos

Redação DuMoney 20 de março de 2019 atualizado às 17:39

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fala durante cerimônia de Assinatura de Atos na Câmara de Comércio dos EUA. (foto Alan Santos/PR)

 

 

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou em conferência na Câmara de Comércio dos Estados Unidos, em Washington,  que o Brasil está em busca de parcerias econômicas e que abrirá seu mercado para investimentos externos. O discurso foi no evento “Brazil Day”, organizado pelo conselho empresarial Brasil e Estados Unidos. Guedes aproveitou para convidar os investidores dos EUA a apostarem em projetos brasileiros.

“Vocês podem ir lá ajudar a financiar nossas rodovias, ir atrás de concessões de petróleo e gás. Daqui a três, quatro meses, vamos vender o pré-sal. Todos vão estar lá: chineses, americanos, noruegueses”, afirmou. A comitiva do presidente Jair Bolsonaro está em visita oficial aos EUA e teve um encontro bilateral com o líder norte-americano, Donald Trump.

China

Citando a forte presença chinesa na economia nacional, atualmente o maior comprador de produtos brasileiros, Guedes disse que o país carece de infraestrutura e espera por ampliação de negócios com seus parceiros tradicionais. “Com problemas seriíssimos em infraestrutura, os chinenes querendo entrar, temos minerais, terra arável, então, claro, eles querendo entrar e nós olhando para os nossos parceiros”, acrescentou.

Guedes fez um balanço da política econômica das últimas décadas e apontou o crescimento dos gastos públicos como uma herança problemática do país. “A expansão descontrolada de gastos públicos durante 40 anos produziu a sequência de crises na taxa de cambio, inflação altíssima e, mais recentemente, o que podemos chamar de bola de neve do endividamento”, disse.

Segundo ele, o Brasil “constrói uma Europa a cada ano”, ao pagar dívida de mais de US$ 100 bilhões anuais, em referência ao Plano Marshall, que foi um projeto de investimento dos Estados Unidos para a reconstrução dos países aliados da Europa nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial.

Reforma

Guedes ressaltou que, em menos de 60 dias de gestão, o governo enviou o projeto de reforma da Previdência do país e enfatizou a necessidade da mudança. “Já estamos quebrando antes do envelhecimento da população, temos que fazer com sabedoria no sentido de quem ganha mais paga mais, reconhecendo que a Previdência tem um princípio de não deixar ninguém para trás, mas não pode ser uma fábrica de privilégios”, argumentou.

O ministro da Economia defendeu também a privatização de empresas estatais e ativos públicos, como forma de reduzir a dívida acumulada de R$ 4,3 trilhões. “Não só as empresas estatais não estão funcionando com eficiência, mas prejudicando o crescimento de investimento privados. os investimentos públicos em colapso, por causa de seu próprio peso no orçamento”, apontou.

 

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