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Previsões para economia: inflação cai, mostra relatório do BC

Mercado prevê que a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa é de 8%

Redação DuMoney 11 de fevereiro de 2019 atualizado às 16:31

Previsão para o IPCA passou, desta vez, de 3,94% para 3,87% (dados da EBC)

 

As instituições financeiras reduziram pela quarta vez seguida a previsão para a inflação deste ano. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passa de 3,94% para 3,87%. A projeção é do boletim Focus, uma publicação semanal do BC, com previsões para a economia das instituições financeiras.

Para 2020, a previsão para o IPCA permanece em 4%. Para 2021 e 2022 também não houve alteração na estimativa: 3,75%.

A meta de inflação deste ano, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é 4,25%, com intervalo de tolerância entre 2,75% e 5,75%. A estimativa para 2020 está no centro da meta (4%). Essa meta tem intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Para controlar a inflação e alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic. O mercado financeiro estima que a Selic deve permanecer no seu mínimo histórico de 6,5% ao ano, até o fim de 2019. Para o final de 2020, a estimativa para a taxa é 8% ao ano, a mesma prevista para 2021 e 2022.

A Selic, que serve de referência para os demais juros da economia, é a taxa média cobrada nas negociações com títulos do Tesouro Nacional. As taxas são registradas diariamente no Sistema Especial de Liquidação e de Custódia (Selic).

A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Ao reduzir os juros básicos, a tendência é diminuir os custos do crédito e incentivar a produção e o consumo. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de ficar acima da meta de inflação. Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida. Isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Crescimento do PIB

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – foi mantida em 2,50%, em 2019 e nos próximos três anos.

A previsão do mercado financeiro para a cotação do dólar permanece em R$ 3,70 no final deste ano e em R$ 3,75, no fim de 2020.

Leia mais: Quatro aplicações financeiras para ganhar dinheiro com dólar

 

 

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