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Equity Crowdfunding: por que seu próximo investimento pode ser numa startup

Redação DuMoney 5 de setembro de 2018 atualizado às 12:27

Receita básica de todo investidor: procure sempre variar sua carteira de investimentos. Que tal, agora, optar por adquirir uma parte de uma startup? Leia e entenda o que é o Equity Crowdfunding

 

Investir em uma startup pode trazer um retorno de até 10 vezes em cinco anos / Shutterstock

 

Ao buscar um investimento, é comum vir à cabeça opções tradicionais como a renda fixa ou ações. Só que um novo tipo de mercado começa a ganhar força no país, à medida que o número de startups aumenta a cada dia. Trata-se do Equity Crowdfunding, uma modalidade que permite apoiar empresas com potencial de crescimento e ainda poder se tornar sócio do negócio.

Ainda visto como algo novo, o Equity Crowdfunding está provocando uma mudança e tanto no setor, já que colocar dinheiro em uma empresa jovem sempre foi algo mais habitual para quem já faz parte do metiê. De acordo com o empresário Rodrigo Carneiro, CEO da StartMeUp, empresa que funciona como o meio de campo entre quem deseja investir e quem precisa do recurso, o mercado está amadurecendo e vê chances reais de atrair cada vez mais pessoas fora da área.

“No mundo de startups já é algo muito conhecido e praticado. Fora do mundo das startups é um pouco mais desconhecido. Estamos buscando educar o mercado, crescer e atrair cada vez mais pessoas que não necessariamente pertencem a esse mundo para investir”, conta Carneiro.

OS PERFIS DE QUEM INVESTE

Para quem lida diretamente com investidores, há basicamente três perfis de pessoas que se interessam em colocar dinheiro nestas jovens companhias: o primeiro, como não deveria deixar de ser, é formado por pessoas que são donos de startups ou até já fizeram investimento em uma empresa; o segundo grupo é aquele que compra ações na Bolsa, tem valores em fundos de renda fixa e está querendo variar ainda mais suas opções; já o último grupo é composto por quem não é da área, mas optou pelo setor justamente por conhecer o produto ou o serviço daquela companhia que está disponível para receber aportes.

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Esse grupo mais leigo no assunto tem crescido, representando cerca de 10% dos adeptos do Equity Crowdfunding, na StartMeUp. E uma das formas de atrair esse novo público, que investe, em média, R$ 2100 a cada captação, seria começar oferecer a venda das “fatias” de empresas que não sejam necessariamente startups de tecnologia. Um exemplo seria uma nova franquia de alimento ou de moda que está à procura de investidores.

Além disso, existe o desejo de criar um mercado secundário de Equity Crowdfunding. Ou seja, tal qual como é feito na Bolsa, criar um mercado para as pessoas negociem fatias compradas de uma companhia em um pregão diário. Atualmente, é possível repassar a fatia adquirida para alguém, mas a operação é mais burocrática.

“Quando as pessoas pensam em investir, logo questionam sobre a liquidez. Sempre falamos que ao optar por uma startup, não é possível ter como objetivo tirar o dinheiro no curto prazo. Tem risco, mas lembramos que sempre trabalhamos com a ideia de devolver dez vezes mais do que foi investido em cinco anos”, lembra Carneiro.

COMO FUNCIONA O INVESTIMENTO

Para começar, startups aptas a captarem recursos precisa ter um faturamento anual de até R$ 10 milhões. Essa é uma das determinações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) 588, que vigora desde o início deste ano, e que funciona como a bíblia do mercado de Equity Crowdfunding. No caso da StartMeUp, todo o regimento é seguido à risca.

O sistema de investimento pode ser feito todo online, mediante um cadastro na plataforma da empresa. É lá que os usuários têm acesso, por exemplo, aos próximos negócios que vão receber investimentos, informações sobre as empresas, entre outras opções.

Neste segundo semestre, a ideia é que haja a oferta de uma empresa por semana. Em 2018, das 3 captações feitas, foram arrecadados R$ 770 mil.

EXPECTATIVA DE RETORNO DO MERCADO

Como todo mercado que traz ótimos retornos, há alguns risco ao escolher colocar dinheiro em uma empresa que acaba de nascer. Mas, no caso da StartMeUp, afirma Carneiro, é feito uma seleção criteriosa, colocando à disposição de clientes apenas companhias com reais chances de crescimento. Até hoje, revela o empresário, nenhuma das empresas que foram ao mercado faliu.

Para quem já comprou, a condição imposta é que nos três primeiros anos há uma carência total, ou seja, o comprador não recebe, por exemplo, dividendos caso a empresa tenha tido lucros em sua operação. A distribuição de lucros só ocorre no 4° e 5° ano. A partir desse período, o dono do papel da startup passa a ser sócio da empresa, tal qual o dono de uma ação – mas, neste caso, não existe a opção de voto, caso haja assembleias para decidir uma questão dentro das empresas.

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