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Criptomoedas: chance de ganhar dinheiro comprando na baixa

Redação DuMoney 17 de julho de 2018 atualizado às 17:15

Bitcoin está no radar dos grandes investidores, o que aumenta seu potencial, mas mercado brasileiro ainda tem muito para avançar sobre as criptomoedas

O Bitcoin, que já chegou à casa dos US$ 19 mil

O Bitcoin, que já chegou à casa dos US$ 19 mil, resvala entre os US$ 6 mil e US$ 7 mil/ Shutterstock

 

Os últimos meses foram intensos para os investidores de criptomoedas. Em dezembro de 2017, o Bitcoin chegou a seu pico máximo, negociado a US$ 19,7 mil. Em meados de janeiro deste ano, caiu para a metade. No início de fevereiro, despencou para US$ 6 mil.

Em março, subiu para a casa dos US$ 12 mil e, agora, resvala entre os US$ 6 mil e US$ 7 mil. Será a chance de entrar nesse mercado comprando na baixa e ganhar muito dinheiro? Ou será que o Bitcoin é uma bolha prestes a estourar?

A resposta é uma demonstração de como funciona o mercado financeiro: ninguém tem certeza de nada, a não ser de que as criptomoedas continuarão provocando intensos debates ao longo do ano.

“SE É UMA BOLHA? NÃO ACREDITO”

“Pode sim ser um momento bom de compra, mas também podemos vivenciar um ano de retrocesso do valor da moeda para que ela crie mais bagagem, com mais pessoas investindo para que continue nesse crescimento. É natural que um ativo que cresceu 1.900% em um ano tenha uma correção grande. De quanto vai ser essa correção, a gente não sabe. Se é uma bolha? Não acredito”, afirma Natália Garcia, sócia e diretora jurídica da Foxbit, uma plataforma de educação e intermediação de valores.

TEM LIQUIDEZ DIÁRIA, MAS É UM ATIVO DE RISCO

“Bitcoin não é uma bolha. A bolha é caracterizada por uma movimentação de mercado em que há muitos entrantes. Essa bolha vai se enchendo e não permite que as pessoas saiam do negócio, ou seja, elas simplesmente não conseguem retirar o investimento. Então, quando a bolha estoura, ela gera prejuízo financeiro. No caso do Bitcoin, não existe esse comportamento, pois a liquidez é diária, o usuário pode sacar quando quiser, quando operado em corretoras seguras. Mas, obviamente, o bitcoin é um ativo de risco. Se a pessoa fizer uma transação errada, ela vai realizar o seu próprio prejuízo”, diz Alexander Horta, sócio-diretor da Bitcointoyou, que só trabalhava com o Bitcoin e em junho lançou uma plataforma com mais moedas digitais, que estão entre as que mais se valorizaram nos últimos anos em todo o mundo.

Natália explica que a Foxbit não faz call de compra para o Bitcoin, que é um ativo extremamente volátil. Mas sua aposta pessoal, bem ousada, é de que a moeda chegará a US$ 100 mil no fim de 2018.

“O principal a se observar para precificar o Bitcoin é toda a tecnologia que está por trás da moeda, o Blockchain, que elimina o principal risco de uma moeda privada: o emissor criar dinheiro falso e inundar o mercado. Tudo isso tem que ir para a ponta do lápis para se chegar ao seu valor, porque o preço do Bitcoin é isso: quanto você está disposto a pagar por ele”.

CRIPTOMOEDA É ASSUNTO NO ENCONTRO DO G-20

Para Alexander Horta, o Bitcoin tem um longo caminho a percorrer este ano:

“A entrada na Bolsa de Chicago e a intenção de outros grandes players já consolidados e com grande tradição no mercado (como a Bolsa de Valores alemã, o e-Bay e a Nasdaq) em incorporar o Bitcoin aos seus negócios contribuem para a popularização, legitimação, fortalecimento e a aceleração da adoção global da criptomoeda. O assunto também foi discutido no último encontro mundial, o G20”.

Outro ponto, pondera Alexander, é que os operadores financeiros daqui acompanham o que se faz nos outros países, que começam a abrir cada vez mais portas para as criptomoedas:

“Ele já é aceito, por exemplo, no Japão, Alemanha, Suíça e até em algumas cidades brasileiras para compras de bens e pagamentos de serviços de alto valor. Achamos que esse crescimento poderá ser potencializado quando o país tiver uma legislação específica para as criptomoedas. O Projeto de Lei para isso (PL 2303/2015) já tramita no Congresso. Se a regulamentação for aprovada, ela certamente vai atrair mais pessoas e instituições para esse mercado”.

NÃO HÁ CERTEZA SOBRE RETORNOS DE INVESTIMENTOS

O empresário destaca que é um mercado volátil e que as pessoas precisam, antes de investir, entender como funciona:

“Se alguém anuncia que garante ganhos astronômicos com Bitcoin está mentindo. Não há como ter certeza, assim como no mercado de ações. O que sempre recomendamos é que as pessoas estudem sobre o Bitcoin e o mercado para tomar a decisão de fazer ou não a aquisição da moeda. Lembramos, ainda, que as boas práticas financeiras aconselham a diversificação dos investimentos”.

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