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Como a geração dos ‘millennials’ prefere investir

Redação DuMoney 21 de setembro de 2018 atualizado às 18:07

Imediatistas e conservadores ao mesmo tempo, millennials preferem fazer investimentos de curto prazo

Segundo especialista, millennials costumam investir quando há uma contrapartida / Schutterstock

 

Imediatismo, aversão ao risco e serviços digitalizados. Esses são alguns dos principais hábitos financeiros dos millennials, os jovens de 18 a 35 anos que agora estão chegando ao mercado de trabalho e de investimentos.

Em época de serviços on demand, atendimentos personalizados e informação rápida, o imediatismo torna-se regra. Os millennials tendem a guardar ou investir dinheiro com um objetivo de curto prazo em mente, ressalta o professor da FGV-SP André Miceli, que destaca ainda que essa geração não se importa tanto com posses:

“Para eles, melhor do que ter bens é viver experiências, então os millennials fazem investimentos de curtíssimo prazo para viajar, para uma festa, para coisas mais simples. Não por acaso, isso acaba levando a uma era de tecnologia compartilhada em que plataformas como Airbnb e Uber acabam atendendo à demanda por imediatismo.”

72% DOS MILLENNIALS NÃO INVESTEM

Há ainda muito a expandir. De acordo com um estudo feito pelo banco digital Neon, 72% desses jovens não investem. Millennials são considerados mais céticos que as outras gerações e essa sensibilidade se estende às instituições financeiras, fator agravado pela recessão.

“Esse fenômeno é motivado pelo fato dessa geração viver um momento mais complicado de inserção no mercado de trabalho e de desvalorização da moeda. É difícil nos dias de hoje viver a vida com algum conforto, como eles buscam, e economizar ao mesmo tempo. É muito diferente do que era 15 anos atrás, quando o real ainda era forte” contextualiza o professor.

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Segundo ele, millennials costumam investir quando há uma contrapartida, como descontos em serviços ou bens de consumo, os chamados fundos de vantagem. São planos em que a pessoa, ao deixar o dinheiro aplicado, ganha descontos em determinados serviços ou estabelecimentos, converte em milhas, troca por viagens, etc:

“É uma forma de tangibilizar imediatamente e poupar ao mesmo tempo”.

Acostumados a fazer tudo online, os millennials também se inteiram sobre investimentos e economia na internet – o que, para Miceli, leva a uma desinformação sobre o assunto. O ideal, diz ele, seria que existisse uma educação financeira desde a escola. Como esses jovens não tiveram isso, a saída seria a busca de uma educação formal:

“O Google, como analista financeiro, não faz muito sentido. O melhor caminho é aprender a entender a Bolsa, mesmo que seja em cursos de curta duração ou online”.

Para uma geração tão liberal em vários aspectos, quando o assunto é dinheiro, há um certo conservadorismo. A memória das crises financeiras durante a infância os faz adotar uma estratégia similar a de seus pais quando o assunto é investir.

Para os millennials, o Tesouro Direto é a nova poupança, pela possibilidade de aplicar valores iniciais baixos e com um risco mínimo. Além disso, por não terem muito conhecimento sobre o assunto, os jovens apostam num investimento descomplicado, que demanda poucos intermediários:

“O Tesouro Direto é uma forma simples de investimento, com retorno bem razoável. Essa geração se informa pela internet, então, de maneira geral, é uma escolha que faz sentido”.

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