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COE: o investimento da moda para aproveitar a variação do dólar

Redação DuMoney 11 de outubro de 2018 atualizado às 16:20

O COE é um investimento que une o lucro da renda variável com a segurança da renda fixa. Saiba como ele te ajuda a aproveitar a variação do dólar

 

várias notas de dólar

O COE é o investimento da moda para surfar a alta do dólar / Shutterstock

 

Que tal ter a proteção oferecida pela renda fixa com a possibilidade de ganhos maiores da renda variável?

Isso é o que oferece o Certificado de Operações Estruturadas, ou COE, que se tornou o investimento da moda em corretoras e grandes bancos. Em tempos de disparada do dólar, diversas instituições estão oferecendo aos clientes o produto que promete remunerar o investimento com a mesma valorização da moeda americana ou até um pouco mais.

Só em agosto, por exemplo, o dólar acumulou uma valorização de 8,46% – maior alta mensal em quase três anos. O  foco do investimento é justamente aproveitar a alta e evitar prejuízo, caso o ativo começar a cair.

 

COMO FUNCIONA

O Certificado de Operações Estruturadas permite ao pequeno investidor lucrar em cenários em que dificilmente ele obteria ganhos sem correr grandes riscos. Sua rentabilidade é atrelada à bolsa, à variação cambial de moedas como o dólar ou ainda a mercados em que o brasileiro está pouco habituado a investir: mercado de commodities, índices de Bolsas estrangeiras e ações de empresas de outros países.

Esses produtos permitem ao investidor diversificar seu portfólio e obter ganhos expressivos, minimizando os riscos.

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Os títulos emitidos podem ser de valor nominal de risco ou protegido. A maioria dos títulos é de capital protegido – ou seja, na pior das hipóteses, o investidor vai sair com o mesmo dinheiro que entrou.

LIQUIDEZ E FGC?

Esse tipo de investimento tem um vencimento definido no momento de sua emissão e a liquidez pode ser um problema. Existe a possibilidade de resgatar o capital antes da data limite, mas há o risco de levar um prejuízo que não era esperado por ser obrigado a revender o papel ao banco por um preço mais barato do que pagou.

Além do mais, o COE não conta com a garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), como acontece com investimentos em poupança, CDBs (Certificado de Depósito Bancário), LCIs ou LCAs (Letra de Crédito Imobiliário ou de Agronegócio).

O valor mínimo de aplicação varia de título para título e depende também do banco que vai emiti-lo indo de R$ 1 mil até R$ 10 mil.

 

QUANTO PODE-SE GANHAR

Você ganha o valor aplicado somado à variação do dólar durante o período de tempo determinado.

Ou seja, se o valor aplicado for de R$ 10 mil e, após o tempo estabelecido, o índice escolhido – no caso o dólar – tiver uma variação positiva de 10%, o COE alavanca sua rentabilidade em 5 vezesOu seja, o valor a ser recebido será de R$ 15 mil.

Por outro lado, se o índice desvalorizar – e o título for de valor nominal protegido – o investidor não perde o dinheiro e terá de volta os R$ 10 mil investidos.

 

QUANTO PODE-SE PERDER

Se for aplicar em um COE de capital seguro, não há perdas nominais – teoricamente. Isso porque se o dólar desvalorizar, você recebe de volta o valor que aplicou. Mas existe o custo de oportunidade do dinheiro, ou seja, o quanto você teria lucrado se tivesse posto o dinheiro em outro fundo de investimento.

Se o investimento for feito em um título de valor de risco, com a desvalorização do ativo escolhido, o investidor pode perder até o limite do valor investido, o que significa que pode perder tudo, mas não sairá com dívidas.

A tributação para esse investimento é a mesma aplicada em investimentos de renda fixa: a tabela regressiva. Para investimentos com um prazo de até seis meses, o Imposto de Renda é de 22,5% dos ganhos, mas vai caindo até um mínimo de 15% em investimentos com prazo superior a dois anos.

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QUEM DEVE INVESTIR

O COE é recomendado para investidores que já tenham alguma experiência e desejam diversificar sua carteira de investimentos, sem se exporem a grandes riscos.

Com capital protegido é indicado para investidores com perfil moderado, que querem se expor à renda variável sem correr o risco de perder o valor investido.

Já o COE que não possui capital protegido é mais arriscado e portanto é recomendado para investidores de perfil mais ousado. Como o risco é grande, este produto vai oferecer uma possibilidade de retorno maior.

Para investir em COE é preciso ter conta em algum banco ou corretora que emita o certificado.

“PODE VALER A PENA”

Ricardo Teixeira, coordenador de MBA de Gestão Financeira da FGV, chama a atenção para os pequenos detalhes. Segundo ele só vale a pena para alguns tipos de investidor, pois é preciso ter em mente que uma parte do lucro vai para a corretora ou para o banco.

“Nesse caso, especificamente, é preciso calcular se, depois de abater a taxa de administração, o lucro que vier ainda oferece uma perspectiva boa. Porque mesmo que não tenha a perda cambial, esse dinheiro vai deixar de render em outra aplicação. Não é o tipo de investimento para alguém que tem uma pequena poupança ou que não acompanhe o mercado constantemente”, alerta o professor.

 

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