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Artigo: Itaú – Um olhar atento sobre os resultados do ano e do último trimestre

Redação DuMoney 12 de novembro de 2018 atualizado às 12:01

Este é o sétimo artigo de uma série sobre Investimentos em Ações. Nele vamos discutir o resultado do Banco Itaú no 3º trimestre e nos nove primeiros meses de 2018.

 

 

Por Luis Guilherme Dias (lg.dias@sabe.com.br)

O Itaú Unibanco é o maior banco do país e considerado a marca brasileira mais valiosa do Brasil pela Interbrand, consultoria global de marcas. A sua visão de futuro é ser o banco líder em performance sustentável com geração de valor compartilhado para colaboradores, clientes, acionistas e sociedade, garantindo a perenidade dos negócios.

Olhando o setor de bancos listado na bolsa, o Itaú possui o seguinte desempenho no último ranking, entre 25 instituições: 2ª posição por Ativos Totais, atrás do Banco do Brasil; 1ª posição por Resultado Bruto da Intermediação Financeira, 1º lugar por Resultado Líquido e 2ª posição por Retorno do Acionista (ROE), entre os maiores bancos listados.

De acordo com o último balanço publicado, referente ao 3º trimestre de 2018 (01/jul a 30/set/2018), o Itaú teve lucro líquido de R$ 6,247 bilhões, alta de 2,8% sobre igual período de 2017. Entretanto, no acumulado do ano, de 01/jan a 30/set/2018, o lucro líquido foi R$ 15,284 bilhões, queda de 7,98% sobre igual período de 2017, como ilustra a planilha abaixo.

 

 

As duas notícias parecem ser conflitantes levantando a seguinte questão: Afinal, o lucro do Itaú cresceu ou diminuiu? A resposta é: cresceu no trimestre, mas diminuiu no ano. Somos de opinião que a segunda afirmação é mais precisa, porque mostra o desempenho acumulado no ano, neste caso, em nove meses, e não apenas num intervalo menor de três meses.

Fazemos esse tipo de crítica há muitos anos. A impressão que fica é que os intermediários financeiros, corretoras principalmente, preferem dar “boas” notícias. Você prefere comprar ações de um banco cujo lucro cresceu ou encolheu?

Para uma leitura rápida sem aprofundamento ou mesmo para um investidor novato ou inexperiente é fundamental que seja informada a “real” situação da companhia, mesmo que não seja “boa”, sob pena e risco de induzi-lo a um erro de avaliação e consequente decisão.

LUIZ GUILHERME DIAS é Conselheiro de Administração Certificado (IBGC), Professor, Criador e CEO da SABE Consultores e seus processos de Inteligência Artificial e Algoritmos de Percepção de Mercado (Benchmarking).

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