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Quais são as vantagens e os desafios para implementar as fazendas verticais

Redação DuMoney 1 de outubro de 2018 atualizado às 13:39

Com a produção mundial de alimentos cada vez mais limitada, a alternativa passou a ser plantar, por exemplo, em prédio ou galpões no meio das metrópoles. Entenda!

 

Um novo caminho para os ecossistemas alimentares urbanos / Schutterstock

 

Nos próximos 30 anos, praticamente todo o crescimento da população ocorrerá nas regiões urbanas dos países em desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a produção mundial de alimentos será cada vez mais limitada pela disponibilidade de terra, água e energia.

Essas restrições serão ainda mais agravadas pelas mudanças climáticas e pela adição estimada de dois bilhões de pessoas aos quatro bilhões de indivíduos que vivem hoje no perímetro urbano. Enquanto isso, os atuais ecossistemas alimentares urbanos no mundo em desenvolvimento não serão suficientes para enfrentar os desafios do futuro.

Combinadas, essas tendências podem ter conseqüências econômicas e políticas catastróficas. Um novo caminho para os ecossistemas alimentares urbanos precisa ser encontrado. Mas qual é esse caminho?

Para alguns analistas do mercado: é vertical. Explicando melhor: agricultura vertical.

A agricultura vertical é a produção de alimentos em camadas empilhadas verticalmente ou superfícies inclinadas, ideias para áreas urbanas com terras aráveis ​​limitadas. Essas “fazendas” fazem uso de estruturas fechadas como armazéns e contêineres para fornecer um ambiente controlado para o cultivo em um sistema hidropônico ou aeropônico.

Nesse sistema, sensores eletrônicos garantem que as culturas recebam a quantidade certa de luz LED, nutrientes e calor. Os benefícios incluem a independência da terra arável, capacidade de crescimento durante todo o ano, menor consumo de água e melhor previsibilidade da colheita.

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Como a população mundial está projetada para atingir mais de nove bilhões de pessoas até 2050, com crescimento específico em áreas urbanas, soluções agrícolas sustentáveis ​​e suplementares estão sendo pesquisadas – e a agricultura vertical tenta provar seu potencial.

O LADO BOM

A empresa AeroFarms, por exemplo, possui uma fazenda vertical de 70.000 metros quadrados em uma usina siderúrgica renovada em Nova Jersey, nos Estados Unidos, e  usa 95% menos água e, segundo analistas do mercado, chega a ser 390 vezes mais produtiva do que uma fazenda tradicional do mesmo porte.

Além disso, fazendas verticais podem ajudar a atender às necessidades de nossa crescente população, oferecendo uma maneira adicional de produzir alimentos que não compartilham a mesma volatilidade e risco que a agricultura convencional. Enquanto fazendas verticais exigem menos água e terra arável do que fazendas convencionais, elas não são neutras em carbono. Sua pegada climática depende muito da fonte da qual eles consomem eletricidade para alimentar a iluminação e controlar o ambiente interno.

A notícia boa é que, a medida que as fontes de energia renovável forem sendo adotadas, o custo de carbono da agricultura vertical continuará diminuindo. Do ponto de vista do mercado, pode não reduzir os preços, mas a esperança é que a agricultura vertical possa ajudar a resolver as lacunas na demanda global de alimentos, onde a agricultura convencional ainda falha.

OS DESAFIOS

A promessa social, ecológica e econômica da agricultura vertical foi adotada, mas ainda não foi ampliada. Devido à vários fatores relacionados à localização geográfica, diferença cultural, apoio político, dinâmica do investidor e condições do mercado agrícola local, o que funciona para as empresas descritas acima pode não funcionar para outros que entram na agricultura vertical. Além disso, existem limitações para quais espécies de plantas podem ser cultivadas em um ambiente interno.

Além disso, será preciso alterar a percepção da profissão de agricultor. A agricultura tradicional tem sido caracterizada como trabalho intensivo e remota para um estilo de vida moderno e urbanizado. Em alguns lugares, o trabalho agrícola está associado à pobreza e isolamento, mas na fazenda vertical, os agricultores precisam ser analistas de dados, bio-cientistas e supervisores de sistemas, além de trabalhar com as culturas.

“A agricultura vertical não é comida de Frankenstein, mas será preciso educar as pessoas. As empresas podem usar campanhas promocionais para esclarecer o valor das culturas agrícolas de campo e educar os consumidores. Vejo uma cidade como São Paulo com um ótimo potencial. Ainda é algo novo por aqui, mas isso vai crescer”, afirma afirma Tainan Lamas, especialista em inovação do Grupo Innobuilders.

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