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A estratégia do Facebook de obter acesso aos dados da nossa conta bancária

Redação DuMoney 5 de setembro de 2018 atualizado às 12:27

Com uma crise de imagem sem precedentes, Facebook contra-ataca, querendo inovar. Leia e diga se aceitaria ceder seus dados ao gigante da Internet

 

Empresa quer ter acesso aos dados bancários de usuários / Schutterstock

 

O Facebook já viveu dias melhores. Com mais de 2 bilhões de usuários ativos, a empresa americana vinha apresentando crescimento a cada trimestre, se estabelecendo com uma das maiores potências da Internet. Só que desde o episódio de vazamento de dados privados de usuários e das acusações de negligências ao ataques de manipuladores interessados em influenciar a eleição americana, o império de Mark Zuckerberger começou a ruir.

A situação ficou tão feia que, recentemente, em um único pregão, as ações do Facebook caíram 20%, fazendo evaporar 126 US$ bilhões de dólares – um recorde negativo na Bolsa americana. Tendo que lidar com um crise de confiança sem precedentes, Zuckerberger decidiu contra-atacar: anunciou na primeira quinzena de agosto que está negociando com bancos americanos para ter acesso ao dados de usuários, tais como o registro de uso do cartão de crédito e o saldo nas contas.

OBJETIVO DO FACEBOOK

Se não deu para sacar a estratégia por trás da iniciativa a gente explica: o Facebook quer ampliar a oferta de serviços e aumentar o engajamento com o público. A empresa vem perdendo usuários nos últimos meses e quem permanece ativo dentro da plataforma, vem dedicando cada vez menos tempo à rede social. A medida visa remar contra essa maré.

No dia do anúncio, a companhia do Vale do Silício não informou como seria isso, mas especialistas acreditam que aplicação poderia ocorrer no próprio messenger da empresa. Ou seja, da mesma maneira como conversamos com um amigo dentro do Facebook via chat, seria possível acessar a conta do banco e, eventualmente, até fazer um pagamento e consultar o valor das suas reservas.

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É uma comodidade, segundo os especialistas do mercado. Só que antes de colocar o plano em prática, o Facebook vai ter que negociar com os bancos para deixar tudo muito bem combinado. Isso porque ainda está muito fresco na memória das pessoas o recente caso da Cambridge Analítica, que conseguiu acesso à informação de 87 milhões de usuários. Os dados eram relativos ao comportamento das pessoas dentro da rede social. Já pensou como seria se o acesso fosse informações financeiras pessoais? Provavelmente, o fim da empresa.

NA CHINA MODELO JÁ É REALIDADE

De qualquer forma, Zuck está pagando para ver até onde os bancos vão esticar a corda. Até porque, neste momento, não tem muito a perder. E, se conseguir, garantem os especialistas do mercado, marcaria um golaço, pois ampliaria e muito a relevância da rede social. Na China, onde impera os superaplicativos, como WeChatPlay, é possível pagar contas de uma maneira como o Facebook deseja. Resta saber se a empresa que fez pouco-caso da privacidade dos usuários, vai conseguir convencer os bancos que pode cuidar do sigilo dos correntistas.

 

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