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Por que a Apple pode parar de crescer ao atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado

Redação DuMoney 2 de agosto de 2018 atualizado às 14:43

Companhia pode ser a segunda da história a atingir o patamar. Mas, se a história servir como guia, a empresa pode parar de crescer ao atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado

 

Apple pode parar de crescer ao atingir US$ 1 trilhão

Apple pode ser a segunda empresa a atingir US$ 1 trilhão em valor de mercado / Schutterstock

 

US$ 1.000.000.000.000 ou US$ 1 trilhão. Esse é o valor histórico de mercado que a Apple atingiu na primeira quinzena de agosto. Segundo o site YCharts, que informa em tempo real em quanto está avaliada uma companhia listada na bolsa, no dia 2 de agosto, data em que a Apple rompeu a barreira a trilionária, a empresa fundada por Steve Jobs valorizou US$ R$ 25 bilhões.

Para se ter uma ideia do gigantismo, ao atingir esse número astronômico, atualmente, se a Apple repartisse o valor de suas ações com cada ser humano na Terra, cada pessoa ganharia US$ 142. Ora, mas se uma companhia que visa o lucro chega neste nível, como a Apple pode parar de crescer ao atingir US$ 1 trilhão?

O PASSADO SERVE COMO EXEMPLO

Se o passado pode valer como guia, a Apple vai parar de crescer. E o raciocínio se deve ao que ocorreu com outros colossos corporativos como a PetroChina. Em 2007, a estatal chinesa superou a marca de US$ 1 trilhão ao estrear no pregão da bolsa de Xangai, durante sete dias. Neste caso, o frenesi especulativo das ações se tornou tão intenso que a firma perdeu valor de mercado poucos dias após ser listada na bolsa. A queda do preço do petróleo nos anos seguintes, e a crise econômica global também não ajudaram a empresa a manter-se no patamar do trilhão – hoje, avaliada em US$ 130 bilhões.

Apesar de ter sido a única a cruzar a fronteira do trilhão na história, outras empresas já foram penalizadas pelo crescimento exponencial, sofrendo intervenções de governos ou tentativas de regulação. Em 1911, por exemplo, os donos da Standard Oil foram obrigados pela Suprema Corte americana a dividir o negócio que estava se tornando um dos mais prósperos da Era Dourada americana.

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O mesmo destino teve a US Steel alguns anos depois. Um pouco mais tarde, em 1960, os caçadores de monopólios foram atrás de medidas contra a IBM, e, em 1974, tentaram quebrar o controle da AT&T na área de telecomunicações. Em 1998, quando a Microsoft se aproximou dos US$ 500 bilhões em valor de mercado, o negócio comandado por Bill Gates sofreu com processos do Departamento de Justiça dos EUA.

CÁLCULO PARA ENTENDER O GIGANTISMO DESSAS EMPRESAS

O valor de mercado dessas empresas relacionado com o lucro é um indicativo importante para entender o quanto o negócio está crescendo, mas o que funciona melhor é usar o lucro em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Para dar uma ideia ainda melhor sobre o gigantismo dessas companhias, a revista The Economist usou os números de pico antes ou durante o período de confronto com o governo de cada uma dessas firmas e comparou com o PIB de seu país de domicílio.

Segundo a comparação, essas empresas que cresceram de forma astronômica apresentaram lucros entre 0,08% e 0,54% do PIB, com média de 0,24%. Hoje, o lucro da Apple representa 0,28% do PIB americano, portanto mais alta do que a média. E também não ficam atrás outras gigantes de tecnologia como Amazon, Facebook, e Google – que a cada trimestre apresentam valorizações vertiginosas.

Para os empresários do Vale do Silício, o argumento de que o mundo está mais globalizado pode proceder. Atualmente, as companhias de fazem negócios em toda parte do planeta, sendo, talvez, injusto comparar os lucros com a economia de seus países. Mas, sem dúvidas, atingir o patamar de US$ 1 trilhão pode acender uma luz amarela no caminho das empresas. Resta saber se os governos ou investidores vão repetir as mesmas ações do passado.

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