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O que o ballet pode ensinar sobre liderança corporativa

Redação DuMoney 14 de novembro de 2018 atualizado às 08:31

 

Algumas qualidades de um bom líder podem ter origem de quem dança ballet / Schutterstock

 

Considerado o maior rei da história da França, Luiz XIV (1638 – 1715), que governou por 72 anos, é conhecido pelas habilidades em liderar militares e… por ser um excepcional bailarino! Para quem não sabe, o apelido de “Rei Sol”, que o tornou popular, deriva de uma papel que ele teve em uma apresentação de ballet criada por ele mesmo.

Naquela época, nos países europeus, quem praticava dança, na prática, dançava o ballet clássico que conhecemos hoje. Originalmente, o ballet nasceu dentro das cortes italianas renascentista, mas foi na França que ganhou força. Apesar disso, numa sociedade feudal-absolutista, dividida entre plebeus e aristocratas, apenas o segundo grupo é que tinha o “luxo” de aprender atividades como ballet.

TUDO COMEÇOU NA ÓPERA DE PARIS

Mas se hoje o ballet é uma profissão, criado em academia de dança, isso, para muitos analistas histórico, se deve a Louis XIV, que, em 1666, criou a Ópera de Paris e sua tão famosa companhia de ballet. No corredores dos grandes castelos da época, reza a lenda que Louis seguiu esse caminho quando ficou muito gordo para dançar, mas queria poder ver pessoas talentosas se apresentarem.

E assim floresceram inúmeros talentos e aos poucos a dança chegou às camadas mais populares. Curiosidade: como conseqüência desse investimento no ballet e, indiretamente na popularização da atividade, os termos relacionados à atividade permaneceram com os nomes em francês, não importa onde no mundo você esteja.

Ok, mas o que isso teria a ver com a liderança?

Para alguns historiadores, o fato de Louis ter se tornado um líder importante se deve ao ballet. Isso porque, segundo os analistas, algumas das qualidades que o dono do trono francês demonstrava eram qualidades aprimoradas por que quem pratica a dança.

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A primeira delas é justamente a capacidade de concentração. Claro que em muitos esportes isso se faz necessário. Mas, no caso do ballet, são exigidas, por exemplo, algumas poses em que o dançarino fica com o pé esquerdo levantado enquanto os braços e cabeça estão fazendo outra coisa. Detalhe: tudo isso mostrando a plateia que tudo que você está fazendo é “fácil”.

Imagine aquele dia que você precisa manter a concentração para entregar um relatório exigido pelo diretor-geral, convocar uma reunião no mesmo dia para falar sobre planejamento e ainda lidar com um funcionário da sua equipe que não cumpre os pedidos que você faz? O ballet pode ajudar nesse dinamismo.

A dança clássica também valoriza-se o ganho de postura e alinhamento corporal: duas características fundamentais para quem precisa falar em público e fazer apresentações.

“Em lugares com muitas pessoas, antes de fazer ballet por 12 anos, eu praticamente não falava. O ballet me ajudou a me soltar e a ganhar confiança para falar e expor as minhas opiniões. Hoje, eu continuo sendo tímida, mas como tenho que atuar como líder de uma equipe e preciso constantemente fazer apresentações para a empresa e para os diretores eu tive que mudar meu comportamento. É sempre um desafio porque não é algo natural para mim. Mas, eu consigo, e certamente a minha evolução se deve ao ballet” – afirma Deborah Miranda, desenvolvedora web.

PESSOAS DE TODAS AS CULTURAS E GOSTOS

Como a dança tem penetração na maioria dos países, é interessante notar que os praticamente podem ter culturas diferentes e perfis completamente díspares um do outro. Ou seja, há uma pluralidade nas aulas, mas todos precisam se entender para que a coreografia e os atos sejam feitos. Uma relação que pode ser transposta para o mercado de trabalho.

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