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O novo jeito de investir em ações negociadas no exterior

Redação DuMoney 24 de outubro de 2018 atualizado às 17:01

Deseja comprar ações de empresas de tecnologia como Google, Amazon e Microsoft? Agora ficará mais fácil todo o processo

 

Em breve, ficará mais fácil adquirir ações de empresas americanas / Schutterstock

 

O processo para investir em ações negociadas no exterior não é simples. Entre as barreiras para quem deseja comprar papéis estrangeiros, estão os aportes iniciais a partir de grandes quantias, o que inibe, por exemplo, o pequeno investidor.

De olho nesta fatia de potenciais clientes, está prestes a surgir no Brasil mais corretoras com foco em papéis lá de fora. A Avenue Securities, que começa a operar no mês que vem, promete deixar o investidor comprar e vender ativos em bolsas lá de fora, como a americana.

Mas isso não era possível? Sim, mas até este mês  era necessário abrir uma cota lá fora ou fazer remessas internacionais. Ao eliminar isso, a plataforma deseja abocanhar uma fatia do varejo, não exigindo, por exemplo, valor mínimos para aportes iniciais. As operações vai ser disponibilizadas para serem feitas em sites ou aplicativos, tanto em português, quanto em espanhol.

LEIA MAIS: Artigo – Endividamento: um tema que merece atenção

Para quem deseja fazer investimentos pela forma, digamos, tradicional, há cerca de 100 recibos de ações de empresas estrangeiras, os chamados BDRs (Brazilian Depositary Receipts). Só que para comprar ações de empresas famosas como Google e Amazon, por exemplo, é preciso ser investidor e ter ao menos R$ 1 milhão em aplicações.

FUNDO DE AÇÕES FORAM OS MELHORES INVESTIMENTOS

O cenário eleitoral pode até ter ficado incerto, mas, mesmo assim, o mês de setembro terminou com a Bolsa liderando o ranking de melhor investimento com a ajuda de um cenário mais tranquilo no exterior. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, teve valorização de 3,48% no mês e os fundos atrelados ao desempenho da Bolsa apresentaram os melhores resultados.

Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que, até o dia 25 de setembro, os fundos de ações índice ativo, em que o gestor tenta superar o índice de referência, tiveram valorização de 1,43% no mês. No ano, entretanto, essa aplicação apresenta um retorno de 0,72%.

Alguns fatores favoreceram o desempenho da Bolsa no mês – mesmo com a eleição se aproximando. No exterior, o banco central americano elevou mais uma vez os juros – a terceira no ano – sinalizando ao mercado que as altas continuarão sendo graduais. Isso reduziu a aversão ao risco de ativos de países emergentes.

Ao mesmo tempo, países como Turquia e Argentina, que tiveram forte desvalorização de suas moedas e vinham contaminando outros emergentes como o Brasil – deram uma trégua. Esse cenário restabeleceu o fluxo de recursos para a Bolsa brasileira e os estrangeiros compraram nada menos que R$ 8 bilhões em ações de julho até agora.

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