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Como as empresas estão inovando para engajar profissionais

Redação DuMoney 17 de julho de 2018 atualizado às 12:36

Na crise, cresce o investimento em tecnologias personalizadas para capacitar colaboradores e engajar profissionais. Conheça as tendências que norteiam os treinamentos

Plataformas incluem realidade virtual e aumentada, vídeos interativos e gamification/ Shutterstock

 

Em meio a múltiplas distrações que tornam a atenção humana um bem escasso, engajar profissionais se tornou um dos maiores desafios dos treinamentos corporativos. As empresas têm a missão nada trivial de criar ambientes de aprendizagem que encantem os colaboradores para desenvolver competências e aumentar a produtividade, sem tomar muito tempo.

Assim, tecnologias personalizadas – que incluem plataformas online, aplicativos mobile, simuladores de realidade virtual e aumentada, vídeos interativos e gamification – têm sido grandes aliadas nos programas de Treinamento e Desenvolvimento (T&D).

NÚMERO DE HORAS DE TREINAMENTO AUMENTOU

Mesmo em meio à crise econômica, as empresas brasileiras continuaram investindo na capacitação de seus profissionais em 2017. O volume de horas de treinamento por colaborador no país (21 horas) no ano passado foi 33% superior ao registrado no ano anterior, segundo a pesquisa Panorama do Treinamento no Brasil, que contou com a participação de mais de 700 empresas respondentes. A média de investimento por colaborador (R$ 788) também aumentou (24%) em relação a 2016.

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Um dos fatores apontados pelos especialistas para o aumento nos investimentos em treinamentos corporativos é justamente a robotização do mercado de trabalho – no mundo, entre 400 e 800 milhões de pessoas serão afetadas pela automação, a depender do ritmo dos avanços tecnológicos, segundo a McKinsey.

“O mercado de trabalho passa por uma grande reestruturação e a previsão é de perda de milhões de empregos, principalmente funções administrativas e industriais. Fica claro que os empregos terão que envolver qualidades humanas e por isso é tão importante o investimento no crescimento intelectual”, avalia Beto Lucena, que há mais de 20 anos fundou a Affero Lab, uma das primeiras startups brasileiras de educação corporativa, e hoje é executivo responsável pelo desenvolvimento de tecnologia e inovação nos programas de treinamento da Eagle’s Flight, uma multinacional baseada no Canadá especializada em aprendizagem experiencial, com presença em 35 países, incluindo o Brasil.

TREINAMENTO DE COLABORADORES FEITO EM PLATAFORMAS

Na Eagle’s Flight, conta Beto, os treinamentos são feitos através de plataformas inovadoras como a Axonify, que combina uma abordagem de microlearning capaz de gerar conhecimento sob demanda, numa experiência totalmente gamificada e geradora de informação sobre a evolução da aprendizagem e do desempenho alcançado por cada colaborador.

Atualmente, em parceria com o Laboratório de Engenharia de Software da PUC-RJ, Beto está trabalhando num projeto de Big Data & Analytics para coletar dados de forma quantitativa e qualitativa – não só para servir como base para o desenvolvimento de novos produtos, mas também para oferecer aos clientes a visão do impacto de seus treinamentos.

APOSTA NO TREINAMENTO HÍBRIDO

Com o uso das tecnologias personalizadas, a educação corporativa ganha novos contornos, tornando-se mais estimulante para os trabalhadores, dizem especialistas. Apesar de todas as possibilidades, o treinamento presencial ainda é valorizado por muitas empresas.

Por isso, o blended learning (aprendizado misto, em tradução livre) vem se apresentando como a solução mais adotada pelas corporações, destaca Thiago Chaer, CEO da Future Education, uma aceleradora brasileira dedicada ao empreendedorismo educacional. Ele também é membro da Comissão Especial de Educação Digital na OAB (2016-2019) e co-autor do Compromisso de Privacidade de Dados Educacionais, além de diretor de Comunidade no Comitê de EdTech na Associação Brasileira de Startups: 

“Muitas empresas estão apostando neste modelo híbrido, que, de acordo com a nossa experiência e relatos do mercado, é o modelo que traz melhores resultados de aprendizagem. Essa mudança se justifica pelo alto custo e baixo retorno dos treinamentos presenciais”, diz.

Segundo Chaer, um estudo da Deloitte aponta que, em 2016, as empresas aumentaram os investimentos em hard skills (habilidades técnicas) e reduziram em soft skills (habilidades comportamentais).

“Nossa leitura é que tem sido um período difícil para o Brasil e o foco está sendo direcionado para a produtividade das empresas, muito investimento em tecnologia para dar suporte a melhoria dos processos e redução dos custos”, acrescenta o CEO da Future Educacion, que mapeia desafios relacionados a aprendizagem no trabalho e que tem três edtechs atuando nesta área: a Yggboard, a Edusense e a Direto ao ponto, em desenvolvimento – o objetivo dela é aplicar inteligência artificial para treinamento de normas e procedimentos.

Ao olhar para o futuro, as previsões reforçam a ideia de que continuar investindo em educação corporativa é uma questão de sobrevivência para qualquer companhia. De acordo com pesquisa realizada entre profissionais de RH pelo Great Place To Work, o orçamento da área em 2018 será maior em relação a 2017 em 41% das empresas. Para onde vai o dinheiro? Sim, na maioria dos casos (30%), a prioridade de 2018 é T&D (Treinamento e Desenvolvimento).

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Conheça as tendências que norteiam a educação corporativa, segundo o DOT digital group, grupo brasileiro especializado em soluções de tecnologia para a educação.

1) Vídeos

Em 2020, os vídeos serão responsáveis por 82% do tráfego total da internet.

76% dos executivos assistem a pelo menos um vídeo por semana. E 40% deles tornam a prática diária.

75% dos colaboradores e executivos preferem assistir a um vídeo a ler um texto.

94% dos jovens empresários visualizam nos vídeos um formato para quebrar barreiras linguísticas e comunicativas.

Vídeos sem som: tendência para 2018. Invista em vídeos curtos com legendas e imagens autoilustrativas.

2) Microlearning

Estratégia de aprendizagem que privilegia a distribuição de conteúdo em pílulas de conhecimento curtas e relevantes e essa característica torna o processo de absorção de informações mais flexível, ágil e efetivo.

92% esperam que a organização aumente o uso de microlearningem 2018;

60% encaram o microlearning como uma prioridade em investimentos para 2018.

3) Aprendizagem mobile

O consumo de informações no formato mobile já é realidade, mas quando aliado ao vídeo e ao microlearning, aumenta seu impacto no dia a dia das pessoas.

Brasil e China são os países que em 2018 têm o maior número de usuários de smartphones.

45% do índice de tráfego na internet no Brasil, em 2018, será gerado por smartphones. Será maior que a China, que terá 37%.

Em 2017 o Brasil alcançou a marca de 168 milhões de smartphonesno país. Esse número aumentará para 236 milhões em 2018.

O vídeo mobile será responsável por aumentar em 70% o consumo de dados móveis em 2018.

O mercado global de aprendizagem mobile crescerá US$ 37,60 bilhões até 2020 e será o futuro da educação.

4) Realidade aumentada e Realidade Virtual

A realidade aumentada (RA) e a realidade virtual (RV) não poderão mais ser ignoradas pelas organizações e a inserção das duas tecnologias no ambiente corporativo é um caminho sem volta.

Realidade aumentada: Este tipo de realidade insere elementos digitais em ambientes físicos.

Realidade virtual: O usuário é imerso em um ambiente virtual que possui efeitos visuais, sonoros e até táteis.

Em 2018, haverá 25 milhões de adaptadores de RV no mundo.

 O investimento em empresas de realidade virtual e aumentada crescerá 271%, até 2020, e chegará a US$ 162 bilhões.

O mercado de RV chegará a US$ 37,7 bilhões em 2020.

200 milhões de usuários utilizarão RA em 2018.

Serão investidos US$ 700 milhões em 2025 em realidade virtual voltada para a educação.

 5) Gamification

Gamification é um conjunto de técnicas que promovem o engajamento de pessoas no alcance de objetivos do negócio, que utilizam abordagens lúdicas, atrativas e motivacionais.

O mercado de gamification em 2018 chegará a US$ 5 bilhões.

Em 2020, a maioria das empresas no mundo contará com pelo menos um sistema gamificado.

A Internet das Coisas (IOT) em 2020 garantirá que cada pessoa no mundo possua pelo menos 26 objetos inteligentes. E para compor a estratégia e a mecânica de funcionamento desses objetos, estará a gamification.

6) Reskilling

É um termo que pode ser traduzido como a construção de novas habilidades e recapacitação.

A PwC realizou um estudo com os profissionais britânicos, em que apontou que 62% estavam dispostos a aprender novas habilidades. E 56% dos trabalhadores veem como sua própria responsabilidade aumentar ou continuar sua capacitação, em vez de seus empregadores.

 A Accenture realizou uma pesquisa com mais de 10 mil pessoas em dez países e a maioria considera positivo o impacto da tecnologia digital no trabalho.

 84% dos trabalhadores possuem uma visão otimista do impacto digital no seu trabalho.

74% dos profissionais consideram que os robôs e a IOT auxiliam a aumentar a eficiência nas atividades.

Já 66% visualizam os robôs e a IOT como apoio na melhoria da qualidade do trabalho.

87% dos entrevistados esperam que algumas atividades do seu trabalho sejam automatizadas.

7) Games

A inserção de games no ambiente e-learning, em conjunto com técnicas de gamification, RA e RV,  têm proporcionado o avanço em vários setores econômicos.

O Brasil ocupa o 11º lugar no ranking de mercado de games, com faturamento de R$ 900 milhões por ano. São 65 milhões de brasileiros que acessam jogos eletrônicos.

O futuro dos games acompanhará o modelo de negócios da Netflix, diversos tipos de jogos, por meio de assinatura de pacotes.

 8) Plataforma de aprendizagem modular

Possibilita à instituição adaptar as suas estratégias de ensino à plataforma.

Em 2018, uma das principais tendências para plataformas modulares será a inclusão de API de experiência (xAPI), a fim de possibilitar o rastreio de experiências do usuário na aprendizagem.

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