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Como as fintechs estão se tornando uma grande dor de cabeça para os bancos

Redação DuMoney 17 de julho de 2018 atualizado às 12:33

Com acesso 100% digital e modelo mais flexível, fintechs superam a desconfiança dos consumidores. Startups de tecnologia financeira brasileiras devem gerar receita de aproximadamente US$ 24 bilhões nos próximos 10 anos

 

Em 2017, as fintechs movimentaram mais de R$ 457,44 milhões/ Shutterstock

 

O mercado de fintechs, startups que abusam da tecnologia no setor financeiro e representam um desafio e tanto para os bancos, está cada vez mais aquecido. Em 2017, movimentaram mais de R$ 457,44 milhões em investimentos, segundo monitoramento do Conexão Fintech. O Nubank, primeira a se tornar um “unicórnio” (empresas com valor de mercado maior que US$ 1 bilhão) brasileiro, já levantou US$ 330 milhões de dólares em seis rodadas de financiamento destinadas à expansão.

A ABFintechs (Associação Brasileira de Fintechs), que tem cerca de 350 companhias associadas, estima que esse número corresponda a 85% do mercado do Brasil. A associação prevê crescimento de 80% no país este ano. De acordo com a FintechLab, existe a estimativa de que as empresas de tecnologia financeira no Brasil gerem uma receita próxima de US$24 bilhões nos próximos 10 anos.

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QUAL É O MODELO DE NEGÓCIO?

As fintechs nasceram oferecendo modelos de negócios mais flexíveis, com menos burocracia e juros mais baixos e com acesso 100% digital. No Brasil, houve maior proliferação dessas empresas entre os anos de 2014 e 2016.

Enquanto grandes bancos tentam oferecer múltiplos serviços e, assim, acabam não conseguindo entregar com qualidade em todos eles, no caso das fintechs, há a especialização em nichos, fazendo com que sejam especialistas em um ou poucos serviços e assim consigam oferecer o melhor na sua especialidade.

Mas assim como as oportunidades são inúmeras, existem desafios para o setor, explica o presidente da ABFintechs, Rodrigo Soeiro:

“Entre os principais desafios do setor está a atração de capital de risco real, já que a inovação abre portas e, em determinado ponto, precisa captar recursos financeiros. Atuando nesse sentido, a ABFintechs está trabalhando em um canal de comunicação direta com o mercado estrangeiro, que se apresenta com disponibilidades destes recursos”, conta Soeira, que revela ainda que a associação está apurando, com a PwC (PricewaterhouseCoopers) Brasil, o Primeiro Censo de Fintechs do país que permitirá traçar o perfil e o foco de atuação das empresas, algo como uma radiografia do segmento. Este levantamento sairá nos próximos meses.

As principais áreas de atuação no Brasil, ainda segundo a FintechLab, estão distribuídas da seguinte maneira: meios de pagamento (32%), gestão financeira (18%), empréstimos (13%), multisserviços (11%), investimentos (8%), funding (7%), seguros (6%) e negociação de dívidas (5%).

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O CASO NUBANK

O Nubank é talvez a fintech brasileira de maior expressão atualmente e um ótimo exemplo da combinação entre eficiência e menor preço. A startup oferece um cartão de crédito administrado pelo usuário por meio de um aplicativo, pelo qual o cliente tem controle sobre todas as suas operações e pode inclusive alterar seu limite.

Além da interface amigável e com informações claras, o cartão não tem tarifas e cobra taxas de juros abaixo do mercado. Como? A resposta está no investimento em eficiência para manter uma estrutura enxuta e, portanto, mais barata.

UMA AMEAÇA AOS BANCOS?

Com tantas vantagens, será que afinal as fintechs são uma ameaça ao sistema bancário tradicional? A resposta, pelo menos por enquanto, é negativa.

Se no início essas startups chegaram com um discurso de enfrentamento aos bancos, hoje elas perceberam que precisam dessas instituições, inclusive por questões de regulamentação.

Do lado dos bancos, apesar da segurança de sua posição hoje no mercado, há um forte movimento de aproximação com essas startups – afinal, ninguém quer ser pego de surpresa.

 

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