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O jeito que as fintechs estão “sacudindo” o setor bancário

Redação DuMoney 8 de novembro de 2018 atualizado às 17:59

Conhecidas pelo modelo enxuto da operação, Fintechs estão ganhando espaço rapidamente em alguns países

 

As statups financeiras estão “sacudindo” o setor bancário / Wikicomons

 

No discurso, os bancos tradicionais tendem minimizar a ameaça das novas empresas de tecnologia com serviços financeiros – ou, como ficaram conhecidas, as fintechs. Aparentemente, é quase uma luta de Davi e Golias. O Davi, no caso, as fintechs, possuem operações enxutas, tentam ocupar brechas deixadas pelos bancos, que, por outro lado, contam com superestruturas. No entanto, uma pesquisa elaborada pela consultoria Accenture, divulgada na segunda quinzena de outubro, descobriu que, mesmo pequenas, as statups financeiras estão “sacudindo” (e muito) o setor bancário.

VAMOS AOS NÚMEROS

Segundo o levantamento, um em cada seis participantes ativos da área financeira, é um novo entrante no setor bancário. O estudo considera novos entrantes empresas financeiras que entraram no mercado depois de 2005. A pesquisa não afirma que todas os estreantes são fintechs, mas, de acordo com a análise, grande parte são startups com serviços de investimento, seguro, pagamentos, etc.

Um outro dado também chama a atenção: nos últimos treze anos, o  total de instituições bancárias tradicionais  diminuiu em quase 20%, entre 2005 e 2017, nos 30 países onde foram levantados os dados. Já as companhias de pagamentos não-bancários e grandes empresas de tecnologia que oferecem fundos de investimento acumularam até um terço das novas receitas.

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ANÁLISE LOCAL

Apesar do estudo não citar todos os países de onde os dados foram coletados, algumas regiões são citadas e, assim, é possível ter uma noção em quais lugares as fintechs estão obtendo mais sucesso, causando mais dor de cabeça aos bancos.

Nos EUA, por exemplo, cerca de 19% das empresas financeiras eram novas entrantes até o ano passado. Ou seja, 1 em cada 5 empresas envolvidas em pagamentos ou investimentos, são startups de tecnologia. Só que apenas 3,5% dos mais de US $ 1  trilhão em receitas provenientes de bancos e pagamento ficam com as fintechs. O cenário mostra o quanto o caminho ainda é desafiador para quem entrou no mercado nos últimos anos.

“Certamente, nos Estados Unidos, as barreiras regulatórias no país tornaram mais difícil para os novos entrantes entrarem na indústria estabelecida, promovendo um ambiente relativamente estável para os operadores antigos”, afirma Luiz Dias, analista financeiro.

Mas há cenários mais animadores – para as fintechs. No Reino Unido, cujo governo lançou uma força-tarefa cripto-ativos no início deste ano e desenvolveu uma sandbox regulamentar FinTech, os novos operadores foram responsáveis ​​por 63% de transações financeiras, capturando quase 14% do montante total movimentado entre todas as instituições (tradicionais e novas).

Já o impacto da Fintech na China é ainda mais impressionante. A Ant Financial, braço de pagamentos digitais do Alibaba, e o WeChat Pay, da plataforma de mídia social, somam 94% do mercado de pagamentos móveis do país, com mais de 1,3 bilhão de usuários ativos. A pesquisa da Accenture foi baseada em mais de 20.000 instituições bancárias e de pagamentos.

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