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Estônia: o país que permite que você abra uma empresa sem nunca ter ido lá

Redação DuMoney 23 de outubro de 2018 atualizado às 15:46

Deseja abrir uma empresa em um país da União Europeia? Desde 2014, programa criado pelo governo da Estônia faz sucesso entre empreendedores e até políticos

 

No país europeu, 86% das pessoas tem cartões de identidade digitais / Foto: Wikicomons

 

E-Residency. Para quem nunca ouviu falar, trata-se de um programa criado há três anos na Estônia, país de 1,3 milhão de habitantes na Europa, que permite a qualquer cidadão ao redor do mundo abrir uma empresa e gerir negócios por lá – sem a necessidade de se encontrar fisicamente no país.

Antes de qualquer coisa, é bom esclarecer: a autorização não funciona como uma cidadania ou um visto de permanência. Mas ela pode ser útil para quem deseja conduzir negócios na região, já que permite ao portador abrir conta em banco e tocar operações no país e na União Europeia sem precisar arcar com custos e burocracias.

O programa tem se saído tão bem, que até personalidades da política e da tecnologia já se tornaram e-residentes. Sabe o primeiro-ministro japonês Shinzō Abe? O próprio tem o seu cartãozinho desde o primeiro ano do programa. Além dele, os empresário Guy Kawasaki (ex-Apple) e Timothy Draper, da empresa de capital de risco Draper Fisher Jurvetson, são alguns dos outros nomes.

 

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Estatísticas divulgadas em meados deste ano, mostram que há quase 45 mil residentes eletrônicos na Estônia. Ao todo, há cidadãos de 168 países diferentes, mas finlandeses, russos e ucranianos lideram, respectivamente, a lista.

ESTÔNIA: UMA REPÚBLICA DIGITAL 

E enquanto e-residência é um novo conceito, a ideia de um cartão de identificação digital emitido pelo governo não é. Na verdade, os estonianos usam esses cartões há mais de uma década. E toda esse avanço, digamos, na vida virtual virtual é possível graças à alta taxa de digitalização da Estônia.

Por lá, é possível, em minutos, começar negócios e reconhecer firmas de documentos. No país, 86% das pessoas tem cartões de identidade digitais, 99% das transações bancárias são feitas eletronicamente, 96% das pessoas declaram a renda eletronicamente e 87% da população usa a internet diariamente.

De acordo com o Chief Information Officer do país, que deu uma entrevista recente a um jornal estoniano, os negócios domésticos acabam se beneficiando porque “os e-residentes utilizam empresas locais em serviços como aluguel de escritórios virtuais e contabilidade”. Segundo ele, “a receita criada por conta dessas demandas já ultrapassou investimento para criar o programa”.

 

Cartão do programa E-Residency / Divulgação

 

PANORAMA GERAL SOBRE A ESTÔNIA

A Estônia tornou-se independente da URRS em 1990, processo que provocou uma difícil e lenta transição do modelo socialista para uma economia de mercado. Mas a partir dos anos 2000, com investimentos estrangeiros, o país deu um salto no crescimento, juntamente com uma política de despesa pública responsável e o investimento dos fundos de coesão da União Europeia em sectores produtivos.

Desde a década de 2000, o nível de renda da população cresceu 67% na primeira década de 2000. E a economia também foi bem: entre 2004 (ano em que entrou para União Europeia) até 2008,  a Estônia foi uma das economias do bloco com uma das maiores taxas de desenvolvimento e crescimento.

Além de sua localização estratégica, no cruzamento entre a Europa e a Rússia, o país europeu possui uma mão-de-obra qualificada, com alto índices de educação. E para quem deseja investir por lá, os trabalhadores locais, apesar de possuírem muito anos de estudo, são mais baratos, comparando com países escandinavos ou a Alemanha. Atualmente, o salário bruto médio é de € 1.146.

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