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As fake news que desestabilizam o mercado financeiro

Redação DuMoney 14 de setembro de 2018 atualizado às 18:38

A indefinição política é um prato cheio para especulações, às vezes, provocada boatos – mais conhecidos como fake news. Notícias falsas desestabilizam o mercado financeiro de tal forma que grandes somas de dinheiro podem mudar de mãos em um piscar de olhos 

 

quatro pessoas cochichando no ouvindo uma das outras

Para evitar que as fake news afetem tanto você quanto o mercado financeiro é importante checar sempre a veracidade das informações / Shutterstock

 

Resultados de pesquisas de intenção de votos geralmente provocam reações. No mercado financeiro, não seria diferente. Às vésperas da divulgação dos números, têm sido recorrente a incidência de boatos que levam investidores a tomarem decisões baseadas em mentiras. Para ajudar a combater a desinformação nas redes no período eleitoral, o Ministério da Defesa divulgou iniciativas de monitoramento de boatos em redes sociais com potencial de influenciar as eleições.

Veja o exemplo do que ocorreu nos Estado Unidos, em 2016. Segundo uma pesquisa dos economistas Matthew Gentzkow (Stanford University) and Hunt Allcott (New York University), que catalogaram notícias identificadas como falsas por sites de checagem de fatos e dados (fact-checking) durante a campanha presidencial, 27% dos eleitores leram pelo menos uma notícia falsa três meses antes da eleição.

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PROLIFERAÇÃO DE BOATOS

Aqui no Brasil, as histórias vão desde a soltura do ex-presidente Lula, até ameaças de uma nova greve de caminhoneiros. Segundo a agência de noticias Reuters, uma série de áudios e vídeos afirmando que uma nova paralisação ocorreria no mês passado, foram divulgados em redes sociais. Após uma investigação de órgãos de inteligencia do governo federal, ficou comprovado que não passava de fake news.

O caso mais recente ocorreu na primeira quinzena de agosto, quando a Bolsa fechou em baixa e o dólar deu um salto. A mentira do dia era sobre uma possível delação premiada envolvendo o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB-SP), candidato à presidência.

Alckmin foi alvo de outra fake news, desta vez, a “notícia” adiantava o resultado de uma pesquisa de intenção de votos, em que o ex-governador aparecia ainda mais fraco entre os candidatos que concorrem ao cargo de chefe do executivo. Entretanto, quando a pesquisa foi divulgada, ficou claro que o político paulista manteve-se nomesmo patamar.

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TODO CUIDADO É POUCO

Investidores menos experientes podem se assustar com a onda de boatos, o que pode provocar alterações no preço do câmbio e no valor da ações. Isso leva muito investidores a tomarem decisões erradas. Nesse momento, é preciso buscar informações verdadeiras e não compartilhar informações de uma fonte não confiável.

Para que as fake news não lhe causem dano financeiro, procure checar os fatos antes de fazer seus investimentos. Também não acredite na primeira coisa que você lê sem ir à fonte oficial. O importante é ter calma, buscar manter-se (bem) informado e ter senso crítico tanto para as notícias, quanto para suas aplicações.

“INFELIZMENTE É UM FATO”

Segundo Samuel Barros, professor de finanças do Ibmec-RJ, a disseminação de fake news ocorre com frequência no mercado financeiro, mas há esperança de uma regulação melhor que impeça essa prática.

“Infelizmente é um fato. Não só em período eleitoral, mas durante todo momento. Nos últimos anos, isso tem crescido bastante, mas o mercado está encontrando formas de combater isso ou pelo menos reduzir os efeitos. Então, acho que neste ano ainda podemos sofrer um pouco, mas em 2019 isso deve diminuir. Para investidores novatos, a dica é investir em ativos seguros. Em momentos de volatilidade como o que estamos vivendo, é melhor apostar investimentos seguros, rendas fixas ou em ativos que não dependam de variação cambial ou de ações”, afirma o professor. 

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