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As estratégias das fintechs de investimento para seduzir os clientes

Redação DuMoney 9 de janeiro de 2019 atualizado às 17:52

As fintechs tem crescido no Brasil e no mundo, mas como elas atraem um público que já tem conta e usa os serviços do bancos tradicionais? Veja as estratégias das fintechs para seduzir os clientes

homem aperta mão que sai do computador

Como as fintechs seduzem seus clientes para que se tornem investidores / Shutterstock

 

Há quem diga que as fintechs (startups de tecnologia financeira) vieram para tomar o lugar dos bancos. Mas a questão traz uma aparente contradição: apesar de concorrerem pelo dinheiro do cliente, fintechs precisam que os bancos tradicionais (como Itaú, Bradesco, Santander, por exemplo) existam para que seu negócio prospere.

Vamos à explicação?

Primeiro, é preciso saber que existem startups financeiras para todo tipo de serviço. De seguros até planejamento financeiro, de pagamentos até investimentos – sem contar os bancos digitais. Todas elas entram na categoria fintech.

Mas por que é preciso de um banco para essas empresas de tecnologia existirem? Porque as Fintechs de investimentos recebem dinheiro de clientes. Logo, boa parte desse dinheiro, muitas vezes, está na conta do banco. Essa medida, claro, visa receber dinheiro de origem legal, prevenindo a lavagem de dinheiro.

“É uma medida importante e isso é uma regra para o nosso negócio, diz Gabriel Kallas”, sócio-fundador da Toro Investimentos, a primeira fintech financeira brasileira a negociar ações na Bolsa, atuando como corretora.

CONCORRÊNCIA FINTECHS X BANCOS

Mas se os bancos também oferecem produtos de investimento, por que alguém deixaria de investir através do banco do qual já é cliente, para adquirir produtos de uma empresa de tecnologia financeira?

Uma das maiores vantagens é: oportunidade de rentabilizar mais o investimento. Como? Por terem custos mais enxutos na operação digital, comparado a um banco de grande porte – que gasta com a manutenção de agências, pessoal e equipamentos. As fintechs não têm despesas como essas, por isso negociam uma margem de retorno de investimento melhor para quem é cliente.

Também contam a favor da fintech a facilidade em operar via aplicativos, a especialização do serviços (seguros, investimento, por exemplo) e a facilidade de operar via aplicativo. Em geral, as fintechs oferecem praticamente os mesmos produtos que os banco, só que o diferencial é que em qualquer um dos serviços ofertados, o foco está quase sempre na experiência do usuário. 

“Como essas plataformas excluem o intermediário do processo elas conseguem entregar uma rentabilidade muito maior para o cliente e com um custo de atendimento muito baixo por que ela consegue trabalhar em maior escala e muito mais rápido. Então temos um poder de democratização imenso e aí eu acho o papel das fintechs muito importante nesse sentido”, explica Kallas.

E essa democratização não vem apenas na oferta de produtos financeiros, mas também em forma de educação financeira. As fintechs de investimento fazem sua autopromoção ao mesmo tempo em que educam e ensinam os seus potenciais clientes sobre os benefícios de se tornar um investidor.

Já de acordo com Bruno Diniz, diretor do comitê de Fintechs da ABStartups, por já estarem inseridas no meio digital, toda a estratégia de comunicação dessas empresas é via internet e redes sociais. “Elas educam seus futuros clientes através de matérias e artigos em blogs, vídeos, Ebooks, inbound marketing, newsletters, etc. Com isso eles esclarecem algumas dúvidas e vão mostrando que investir não é má ideia”, explica.

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