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Artigo – Transição de carreira: ganhos e aprendizados da mudança profissional

Redação DuMoney 7 de novembro de 2018 atualizado às 16:47

Em artigo, a especialista em desenvolvimento pessoal fala sobre sua transição de carreira para se tornar empreendedora. No relato, a autora fala sobre as vantagens da nova vida, mas alerta que transição não é para qualquer um

 

Por Adriana Gattermayr (adriana@gatter.com.br)

Eu atuei como vice-presidente de Marketing Cultural em uma agência. Posso dizer que é um ritmo de trabalho que não comporta dedicação aos filhos como eu gostaria de dar. Quando tomei a decisão de engravidar, optei por uma mudança de carreira para uma área em que eu ainda pudesse utilizar o que tinha desenvolvido, mas pudesse ter maior flexibilidade e liberdade.

Para fazer a minha transição de carreira, mantive o foco em gestão de pessoas, mas passei de gestora de empresa para treinadora de profissionais. Hoje, ministro palestras, treinamentos, cursos e workshops na área de desenvolvimento pessoal, além de ser coach certificada pela ICF.

O QUE EU GANHEI E O QUE APRENDI COM A MINHA TRANSIÇÃO DE CARREIRA

Uma das vantagens de ter empreendido nessa área é que consigo organizar minha própria agenda. Isso permite, por exemplo, ter mais tempo com as minhas filhas, já que posso fazer home office, e, quando não tenho clientes, ter a liberdade de sair durante a tarde para buscar um filho no colégio ou levar minhas filhas ao dentista – compromissos normais que exigem flexibilidade. Isso era algo que não tinha no emprego anterior.

É claro que ao organizar uma transição de carreira é preciso que você tenha consciência do seu propósito e das suas metas atuais. Outro ponto fundamental é ter que uma boa reserva financeira para ficar preparado para ter uma padrão de vida menor do que tinha antes de sair de um emprego numa multinacional, por exemplo.

Essa planejamento e precaução é importante pelo menos no começo da sua transição, quando você ainda está entendendo seu novo momento de vida. Depois dos primeiros anos, a recuperação financeira acontece, desde que você esteja alinhada com seus valores, seu propósito e suas metas.

PLANO “B” PREPARADO, CASO A TRANSIÇÃO DE CARREIRA NÃO SE CONFIGURE

Não deixei de trabalhar em nenhum momento. Lembre-se: no caso das mulheres empreendedoras, não há licença maternidade. Eu escolhi me manter ativa durante a gravidez porque gosto da minha profissão e, claro, para que eu  mantivesse aberta a porta do mercado de trabalho, caso no futuro eu precisasse retornar para alguma empresa. Para quem empreende, ter um plano B é fundamental.

Não posso dizer que tive atrito, nem que sofri discriminação por ser mãe, já que virei minha própria chefe. Mas tenho muitos clientes que sofrem esse tipo de preconceito e que sentem enorme dificuldade para retornar ao mercado de trabalho depois que sentem que os filhos já estão com maior autonomia. É importante se planejar e, se for o caso, não há problema nenhum em voltar para o mercado.

ADRIANA GATTERMAYR é especialista em desenvolvimento pessoal, certificada pela IAC e membro do ICF (International Coaching Federation). Promove treinamentos relacionados à carreira e é autora do blog O Poder da Gentileza nos Negócios.

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