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A estratégia das marcas – e os erros – para atrair os millennials

Redação DuMoney 6 de novembro de 2018 atualizado às 16:48

A Geração Y, ou, como também são conhecidos, os millenials, cresceram e viraram a bola da vez das marcas. Falta “apenas” as empresas entenderem o que essa geração é e o que deseja

 

As marcas estão tendo dificuldade, e errando na mão para tentar impactar os millennials / Wikicomons

 

Ser ou parecer moderno tem sido um dos objetivos mais importantes traçados pela marcas mundo afora. A preocupação, principalmente se tratando de marcas grandes, é evidente: é preciso atrair novos clientes para, no futuro, ter alguém para quem vender.

E a bola da vez tem nome. Trata-se da geração dos millennials – indivíduos tipicamente definidos como aqueles nascidos entre 1980 e 2000. E, de acordo com a empresa de pesquisa Ipsos-Mori, até agora, esse grupo tem sido negligenciados pelas marcas. De uma forma geral, são visto como bons compradores, mas a quantidade de informação que reúnem sobre o grupo geralmente está errada ou é muito genérica.

Uma das empresas que tem se preocupado em atingir esse público é a Procter & Gamble (P&G). Em meados deste ano, a empresa americana entrou com um pedido de patente nos Estados Unidos para ter as siglas LOL, NDB, WTF e FML como marcas próprias. Para quem tem mais de 35 anos e está um pouco por fora do mundo online, as letrinhas são abreviaturas de mensagens usadas por jovens em mídias sociais.

LOL, por exempla, na linguagem “internética” significa laughing out loud (rindo muito alto, em inglês). Se você nunca enviou um LOL para seus amigos, certamente algumas campanhas da P&G não serão para você. Mas a empresa que caminha para os 200 anos de existência, planeja usar as siglas populares para vender sabão, produtos de limpeza, etc.

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ERROS NO DIAGNÓSTICO

“Esse planejamento, claro, mostra o quanto as marcas estão tendo dificuldade – e errando na mão para tentar impactar os millennials”, afirma o economista Rodolfo Nicolay.

O que diria a cervejaria americana MillerCoors que, em fevereiro deste, ano lançou uma cerveja com sabor frutado. Segundo os estudos da companhia, o produto se adequaria ao gosto e paladar da geração Y. Estavam correto? O recolhimento do produtos das prateleiras do mercados em menos de seis meses após o lançamento da cerveja mostra o quanto a empresa desconhecia seus (não) consumidores.

Conforme dito, boa parte dos erros da empresas é reflexo dos poucos dados que as companhias, às vezes, tem sobre o público. Apesar disso, o que tem ficado cada vez mais claro é que, apesar de não terem um formula para ter sucesso com os millennials, três fatores são importantes para alcançar os objetivos: transparência, experiência (sobre coisas) e flexibilidade.

EMPRESAS QUE ESTÃO BEM COM OS MILLENNIALS

Seguindo essa listinha, por exemplo, a marca de roupas Everlane começou a comercializar seus produtos abrindo todos os custos (inclusive o lucro) das vendas para tentar mostrar a transparência da sua operação. Já a ConAgra, gigante americana de alimentos, retirou ingrediente artificiais das refeições e viu suas vendas aumentarem em 80%.

Já o Airbnb, que começou como uma empresa de aluguéis por temporada, e tem turbinado cada vez mais a venda de experiências, mostra o quanto sabia do potencial da Geração Y. Apesar de não fornecer dados estratégicos, estima-se que grande parte dos seus usuários mais ativos – viajantes entre 18 e 35 anos – façam parte do seu público mais fiel.

De olho na flexibilidade exigida pela geração, o banco Ally Bank, por exemplo, não cobra dos consumidores mais jovens taxas de manutenção de conta ou de uso de cartão de crédito. A argumentação é que como a geração mais jovem tem menos segurança na empreso e mais dívidas, é importante conceder a isenção das tarifas.

Esse pensamento é acompanhado pelas montadoras GM, Volvo e BMW. A partir da análise de que os millennials não tem o foco na compra de ativos, como um carro, é interessante oferecer serviços de assinatura para carros de forma pouco burocrática e sem complicações.

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