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1ª fintech na Bolsa. O que levou a Toro Investimentos ao mercado de ações

Redação DuMoney 10 de agosto de 2018 atualizado às 16:53

Toro Investimento é a 1ª fintech na Bolsa de Valores.  O foco é o brasileiro médio que ainda não investe por falta de conhecimento e complicações das corretoras tradicionais

 

Touro em frente Wall Street, em Nova York

A Toro Investimentos quer simplificar o acesso ao mercado financeiro / Crédito: Shutterstock

 

Na onda das startups começaram a pipocar por aí as fintechs – empresas de tecnologia financeira. No Brasil, a mais conhecida – e valiosa – é o Nubank.

Mas aí chega mais uma novidade. Uma fintech brasileira, que começou como uma empresa de educação financeira, e hoje é corretora apta a operar a bolsa de valores, negociando ações e outras formas de investimentos. Essa é a história da mineira Toro Investimentos, primeira fintech brasileira a virar corretora.

Há oito anos no mercado, a jovem empresa sonha em democratizar o acesso ao mercado financeiro – com ênfase em pessoas físicas – , sobretudo o de ações, e para isso tirou a roupagem complicada e hostil do Home Broker (sistema que permite a negociação de ações e outros ativos financeiros), oferecendo uma plataforma mais amigável e acessível para pessoas que não acompanham o ”economês” do mercado financeiro. 

LEIA MAIS: Começando a investir na Bolsa? Confira 12 erros que você pode evitar

 

“BRASILEIRO NÃO INVESTE POR UMA BARREIRA TRÍPLICE”

Segundo Gabriel Kallas, 26, um dos sócios-fundadores da Toro, a intenção não é lutar pelos investidores, mas sim empoderar o brasileiro médio, que não investe para participar ativamente do mercado financeiro.

“Minha briga não é com as corretoras que as pessoas já investem. É pelos milhões de brasileiros que têm potencial e querem investir, e não fazem por que não conseguem. Brasileiro não investe por uma barreira tríplice: falta de opção no banco, complexidade na corretora e falta de educação financeira. São barreiras que queremos ultrapassar.”

“FALTA GENTE PARA OPERAR”

Para o administrador de empresas Samuel Barros, professor de Finanças do Ibmec, o impacto de uma fintech no mercado de ações vai ser relativamente pequeno. A maior diferença vai ser no aumento do número de investidores.

“Se conseguirem realmente trazer mais investidores, vamos ter um aumento de operações no curto e médio prazo, consequentemente um aumento na pontuação da bolsa. E como o foco é em pessoas físicas, vai diluir um pouco nosso mercado, que é concentrado em corporativos. Seria bom para o mercado por conta da maximização de liquidez. Existem papéis no mercado brasileiro que tem uma liquidez muito baixa, na maioria das vezes provocada pela falta de compradores.”

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