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We Work: como cresce a empresa que planeja criar uma comunidade global

Redação DuMoney 4 de outubro de 2018 atualizado às 15:23

Oferecer espaços tipo co-working foi apenas o começo da trajetória da empresa. A We Work tem o plano de ser a maior companhia do mundo

 

A jovem empresa americana está avaliada em US$20 bilhões / Foto: Divulgação

 

Você poderia pensar que uma empresa que tem como objetivo “dominar” o mundo estaria em um grupo formado por Amazon, Google, Facebook ou Microsoft. Mas quem diria que o plano audacioso seria de uma empresa de apenas oito anos?

Pois é, a WeWork,  startup de Nova York avaliada em espantosos US$20 bilhões, sonha grande. E pelos números apresentados, tem até motivo para isso: em menos de uma década, a companhia construiu uma rede de 212 espaços de trabalho compartilhados, ou co-working, ao redor do globo.

No Brasil, por enquanto, há sete prédios distribuídos em duas capitais: Rio e São Paulo. Mas a empresa já está começando a aumentar os seus “tentáculos”. O escritório de Belo Horizonte, em Minas Gerais, já está em sendo construído, e a companhia também anunciou o lançamento de um programa para empresas que querem replicar a fórmula da WeWork.

JEITO DE IMOBILIÁRIA, MAS DISCURSO DE “DONA DE UMA COMUNIDADE”

Lançando um olhar mais frio sobre o modelo de negócio da WeWork, é possível interpretar que a empresa funciona como uma imobiliária focada em espaços de coworking. A fórmula é a seguinte: ela aluga um imóvel, faz reformas e subloca posições a empreendedores e funcionários.

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Um dos pontos negativos, segundo analistas, e que por não ter tantos ativos (no caso, os escritórios), existe o argumento que isso poderia deixá-la vulnerável à medida que surgirem concorrentes.

E para tentar blindar essa exposição aos novos players no mercado, a empresa investe no seu diferencial: oferecer um ambiente de trabalho único. Para isso, a preocupação se inicia já no pensamento do design de cada espaço. Enquanto o escritório da WeWork na Avenida Paulista, em São Paulo, é todo inspirado na Semana de Arte Moderna de 1922, o espaço no Rio de Janeiro é inspirado na cultura praiana .

E para reforçar esse sentido de “comunidade”, a companhia permite, por exemplo, a quem se torna membro da WeWork, usar qualquer um dos 212 escritório no mundo. Há também a tradição dos momentos de integração das pessoas. Em alguns escritórios, a empresa oferece rodadas de bebidas para animar as rodas de conversa, tentando integrar os membros que dividem o mesmo espaço, mas não trabalham necessariamente na mesma empresa.

EXPANSÃO AUDACIOSA

Há dois anos, a WeWork expandiu seus negócios com WeLive. O novo negócio passou a oferecer apartamentos tipo dormitório que tentam chamar a atenção dos inquilinos com a oferta de grandes cozinhas, salas de jogos, banheiras de hidromassagem que podem ser compartilhadas. Há também atividades como happy hours diários, shows de comédia e aulas de ioga.

Acha que parou por aí? Depois de investir em ambientes de co-living, o WeWork inaugurou sua primeira academia no Financial District em New York no ano passado. Com o conceito de bem-estar, o espaço muito bem decorado passou pretende oferecer uma experiência diferenciada para quem busca uma nova forma de praticar exercícios.

 

Academia inaugurada pela WeWork em Nova York / Foto: Divulgação

 

A We Work também adquiriu a Meetup, uma rede social que facilita reuniões presenciais, e a Flatiron School, uma academia de programação. Ainda vem aí a WeGrow, escola de ensino fundamental com fins lucrativos, programada para abrir em neste mês, e há planos de investimento até mesmo para a criação de piscinas de ondas gigantes para a prática de surfe.

“A WeWork está enxergando formas de monetizar a empresa dentro do próprio espaço. Eles se transformaram no maior locador de espaços do mundo sem ter um único prédio. A parte de educação é muito interessante e a parte educacional deles está um passo à frente, tanto é que tem empresa aqui no Brasil se inspirando neles. Vejo com bons olhos crescimento deles”, afirma o empresário Rodrigo Carneiro, sócio-diretor da StartMeUp.

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