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Técnica Pomodoro: o método que ajuda a otimizar seu tempo

Redação DuMoney 1 de novembro de 2018 atualizado às 11:36

Técnica Pomodoro: ajuda a gerenciar e otimizar seu tempo e aumentar sua produtividade. Veja como um tomate pode mudar sua vida

 

timer em formato de tomate

A técnica pomodoro é usada para aumentar a produtividade / Shutterstock

 

Como um tomate pode te ajudar a gerenciar seu tempo? Esse tomate vai te ajudar a vencer a procrastinação e terminar suas tarefas no prazo e otimizar seu tempo. A chamada técnica Pomodoro pode te ajudar a aumentar sua produtividade

A técnica foi desenvolvida no final dos anos 80 pelo italiano Francesco Cirillo, que procurava uma maneira de aumentar sua produtividade nos estudos durante os primeiros anos de faculdade. Para isso, ele utilizou um timer de cozinha para organizar suas tarefas.

O timer que ele pegou era daqueles que tem formato de tomate (pomodoro, em italiano). O reloginho em formato de tomate girava durante 25 minutos e apitava ao final desse prazo. Durante esse tempo, Cirillo se concentrava nas suas tarefas sem interrupções, mantendo-se 100% focado no que estava fazendo. Ao perceber os bons resultados, divulgou sua técnica em 1992.

QUAL É A BASE DA TÉCNICA

Essa técnica se baseia na ideia de que dividindo o nosso fluxo de trabalho em blocos de concentração intensa, podemos melhorar a agilidade do cérebro e estimular o foco. Em outras palavras, melhoramos nossa gestão do tempo e ficamos mais eficientes. Depois de muita pesquisa, Cirillo chegou ao período de 25 minutos como sendo o tempo ideal para esses blocos, também conhecidos como “pomodoros”.

Mas atenção, cada um pode estabelecer um tempo para si. Os 25 minutos são apenas uma referencia, se não der certo pra você tente aumentar ou diminuir o tempo.

Primeiramente, você deve fazer uma lista de tarefas a serem desempenhadas durante o dia. Depois, basta dividir seu tempo em períodos de 25 minutos e trabalhar ininterruptamente em suas tarefas nesses períodos.

Ao fim dos primeiros 25 minutos, faça um X nas tarefas concluídas ou anote o status de seu trabalho (50% concluído, por exemplo) e faça um intervalo de 5 minutos. Nessa pausa, aproveite para fazer outras coisas não relacionadas à tarefa (ir ao banheiro, tomar um café, se alongar, etc). 

A cada quatro pomodoros, faça uma pausa maior de 30 minutos para descansar. Esses intervalos são fundamentais para “oxigenar o seu cérebro”. Impedem que você fique exausto rapidamente e limitam o tempo que tem que se manter concentrado. Assim como o tempo de um pomodoro é variável de pessoa para pessoa, nada impede que você encontre o seu próprio período de descanso ideal.

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Algumas questões vão começar a surgir conforme for aplicando a técnica na sua vida, mas são de fácil resolução. Por exemplo, se você terminar a tarefa antes dos 25 minutos, segundo o criador do método, deve passar o restante do tempo revisando e checando o trabalho. Mas algumas coisas não podem nem precisam ser revisadas. Você não vai passar 20 minutos revisando uma ligação de cinco minutos que fez para um cliente, por exemplo.

Então a dica é fazer uma outra lista, além da principal, de tarefas curtas (que não precisam de 25 min para serem feitas) que podem ser realizadas quando sobrar alguns minutinhos de algum pomodoro de outra tarefa. Mas é importante só fazer isso quando sobrar tempo, se o timer tocar, faça sua pausa. Deixe as pequenas tarefas para os minutos que sobrarem (a não ser que seja algo urgente).

Outra questão: se o tempo acabar, mas faltar muito pouco pra acabar a tarefa, termine a tarefa. Às vezes, vale mais a pena ultrapassar o tempo do pomodoro do que interromper um processo criativo ou quebrar uma concentração profunda. Mas nunca emende um pomodoro no outro, o descanso é necessário entre os períodos de atividade, se não o método não funciona.

Para o coach de executivos Silvio Celestino, a técnica pomodoro é eficiente, mas ligeiramente defasada, levando-se em consideração que foi desenvolvida nos anos 80. Celestino reforça que, estudos recentes mostram que não há como determinar um tempo fixo, cada um terá o seu limite, que pode ser de 25, 30 ou 40 minutos.

Celestino chama a atenção também para o fato de que os intervalos sugeridos entre os módulos também devem ser aplicados em escalas maiores. Temos que ter intervalos a nível diário e semanal também.

“Essas interrupções, chamadas de tempos de energização, tem que ser feitas em escala diária e semanal. Precisamos interromper a atividade de concentração no fim do dia e continuar no dia seguinte. Mas desligar mesmo, sem ficar checando e-mail ou lendo jornal. Precisa descansar o cérebro e nada melhor pra isso do que uma atividade física. Em escala semanal, é respeitar o fim de semana. ‘Desligar’ no sábado e ligar de novo só segunda feira.”

 

Em Empreendedorismo

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