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Saldo da crise: as regiões que mais fecharam vagas de emprego

Redação DuMoney 3 de setembro de 2018 atualizado às 15:39

Um único estado concentra as duas regiões mais fecharam vagas formais. Veja os locais em que a crise econômica foi mais sentida – e você deve saber mais antes de investir

 

Prédios em uma metrópole

Região Metropolitana do Rio é que mais reduziu a oferta de vagas formais / Shutterstock

 

Os reflexos positivos para o Rio após sediar os Jogos Olímpicos não vieram. Pelo contrário, a ressaca pós-evento aliada à crise econômica transformou o Estado em um dos lugares menos atrativos para investimentos.

Logo, não chega a ser surpresa que a Região Metropolitana do Rio lidere o ranking brasileiro entre os lugares que mais fecharam vagas com carteira assinada, em números absolutos, nos últimos 12 meses (encerrados em junho).

O levantamento é do Ibre/FGV, a partir de dados coletados do Cadastro Geral de Empregos e Desempregados (Caged). Segundo o estudo, 38,4 mil pessoas foram demitidas no período analisado. O setor que acabou puxando o resultado negativo foi o da construção civil, com 11,5 mil vagas fechadas.

ESTADO DO RIO TEM AS DUAS PIORES REGIÕES DO PAÍS

Com a mau resultado da Região Metropolitana, o Estado do Rio acabou ficando para trás na lista das unidades federativas que estão conseguindo gerar mais empregos: hoje, o Rio tem a sexta maior taxa de desemprego do país, com 15,4% de pessoas que não conseguem voltar para mercado de trabalho, segundo o IBGE.

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Para piorar a situação, a segunda região com o pior registro de fechamento de vagas também fica no Estado do Rio. Segundo o estudo, o Norte fluminense cortou 5,767 vagas. Em terceiro lugar, a região Metropolitana de Recife encerrou 4.526 postos de trabalho. (Veja o gráfico das seis regiões).

 

Crédito: Caged e Ibre/FGV

 

Parte do problema no Rio se explica pela crise da Petrobrás, atingida em cheio pela investigações da Lava-Jato e por problemas de gestão. Como o Estado é o maior produtor nacional de petróleo do país, a economia fluminense foi bastante atingida.

”Já era esperado que quando a economia começasse o seu processo de retomada, o Rio iria largar atrás. A economia do Estado se apoia na indústria do petróleo e no mercado automobilístico. O primeiro, aos poucos, está tentando se recuperar, já o segundo não será capaz de puxar a retomada sozinho do Estado. Os números refletem um pouco isso. No curto prazo, a expectativa de emprego para o Rio não é muito positiva”, afirma o economista Mauro Osório, professor da UFRJ.

MEIO MILHÃO DE PESSOAS DESISTEM DE VOLTAR AO MERCADO DE TRABALHO

Os últimos dados divulgados da PNAD contínua mostraram o que desalento com o mercado de trabalho bateu recorde e contribuiu para que houvesse redução da taxa de desemprego ao longo dos últimos 12 meses. Em outras palavras: como as pessoas tentaram, mas não conseguiram há uma desistência de encarar o processo.

Com isso, a taxa de desemprego acaba caindo, pois, o IBGE só considera desempregado quem está buscando uma recolocação no mercado, mas não está conseguindo.

Neste ano, entre janeiro e março, 4,6 milhões de pessoas estão nessa condição — um crescimento de 511 mil pessoas no período de um ano.

 

 

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