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Por que as empresas precisam rever a estratégia de contratar influenciadores

Redação DuMoney 21 de agosto de 2018 atualizado às 11:15

Contratar influenciadores tornou-se comum entre empresas de diversos setores. Mas estudo americano alerta que algumas marcas podem estar sendo enganadas

 

Marcas logo viram um potencial a ser explorado ao contratar influenciadores / Shutterstock

 

Queira ou não, influenciador digital se tornou uma profissão nesta segunda década do século XXI. Começou com um movimento de famosos que arrastavam seu prestígio offline para o mundo virtual, mas, aos poucos, anônimos construíram perfis atraentes e tornaram-se alvos tão sedutores quanto uma celebridade.

Com uma audiência bem segmentada, no caso de alguns ”influencers”, as marcas logo viram um potencial a ser explorado ao contratar os donos dos perfis para divulgarem seus produtos e serviços. A prática virou uma febre, tornando-se quase impossível achar um desses rostos famosos das redes sociais que não recebem para postar sobre uma determinada marca. E como é feita a análise do cachê? Quanto mais seguidor, mais caro é.

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Só que um novo estudo promete colocar uma pulga atrás da orelha das empresas que usam a estratégia. Isso porque, de acordo com a pesquisa americana elaborada pela Points North Group, divulgado na revista AdAge, muitas marcas estão caindo no ”conto dos influenciadores”, já que estão contratando pessoas com uma base de curtidas falsa. Ou seja, numericamente, os ”influencers” alegam, por exemplo, ter 1 milhão de seguidores, mas boa parte da base é preenchida por usuários inativos ou robôs.

Sendo assim,  o departamento de marketing de muitas empresas acabam contratando um influenciador por achar que ele possui um alcance alto, quando, na verdade, este pode ser bem baixo. De acordo com Point North Group, estima-se que a média de preço de um seguidor por post é de US$ 0,03 centavos entre marcas que usam a estratégia no Instagram.

Isso renderia, por exemplo, US$ 30 mil a um influenciador com 1 milhão de seguidores. Mas não adianta nada pagar, se esse número na prática não diz nada. Tome como exemplo a redes de hotéis de luxo Ritz-Carlton. A empresa é entusiasta da prática de contratar influenciadores, mas o investimento sem sido jogado fora. De acordo com o estudo, 78% dos seguidores dos ”influencers” bancados por ela são falsos.

Abaixo, separamos o Top 10 de marcas que mais contratam influenciadores com seguidores falsos; também separamos o Top 10 de empresas campeãs de investimento. Veja os rankings e fique atento antes de contratar influenciadores para a sua marca.

 

Posição Marca % de seguidores falsos
1 Ritz-Carlton 78
2 Aquaphor 52
3 L’Occitane 39
4 Pampers 32
5 DSW 29
6 Crocs 25
7 Lulus 22
8 Neiman Marcus 22
9 Magnum Ice Cream 20
10 Olay 19

 

Top 10 de marcas mais gastam com posts de influenciadores no Instagram

Posição Marca Gasto (em dólares)
1 Flatty Tummy Co. 1.560.178
2 Amazon 646.212
3 Mercedes-Benz 515.697
4 Land O’Lakes 455.586
5 Stella Artois 423.175
6 Walmart 329.957
7 Waist Gang Society 317.783
8 SugarBear Hair 316.182
9 Freeform 304.357
10 Calvin Klein 250.763

 

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