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Eles ficaram milionários antes dos 30 anos, poupando e investindo

Redação DuMoney 13 de julho de 2018 atualizado às 17:59

Conheça as histórias de dois jovens que passaram por dificuldades financeiras e, tomando decisões inteligentes de investimentos, se tornaram milionários antes do 30 anos

Jovens milionários: sacrifício por alguns anos para ter conforto no futuro / Schuterstock

 

Anna Haotanto tinha 21 anos quando definiu seu primeiro grande objetivo financeiro: comprar para seus pais uma casa antes de completar 30 anos. Sua família passava por dificuldades com dívidas de cartão de crédito e sem conseguir manter o apartamento em que moravam em Cingapura, após a crise financeira asiática de 1997 fazer com que o negócio têxtil de seus pais falisse.

Aos 28 anos, a jovem  tinha conseguido juntar US$ 450 mil, entregou as chaves da nova residência para seus pais e, pouco tempo depois, alcançou US$ 1 milhão em 2015, aos 30.

Aos 24 anos, o americano Grant Sabatier estava desempregado, falido e frustrado por ter regressado para a casa dos pais. Quis comprar um burrito para comer, mas tinha apenas o equivalente a cerca de R$ 8 na conta bancária. Sentiu-se desesperado e definiu um objetivo: iria poupar todo o dinheiro que pudesse para aos 30 anos estar com a aposentadoria garantida. Ele conseguiu isso em 1º de novembro de 2010, quando tinha 29 anos e se juntou ao clube dos milionários.

 A PERGUNTA QUE FICA É: COMO OS JOVENS CONSEGUIRAM O FEITO?

Nem Anna nem Sabatier são fundadores de uma startup que vale vários milhões de dólares e não cresceram com muito dinheiro. Na verdade, pelo contrário.

Depois de terminar o ensino médio, a jovem de Cingapura foi para a universidade estudar finanças, se dedicando e fazendo aulas extras tanto quanto foi possível. Começou então a trabalhar como gerenciadora de riqueza em uma empresa financeira e definiu um prazo para pagar as dívidas de sua família e comprar uma nova casa.

Anna estabeleceu que, entre 2006 e 2015, trabalharia em vários empregos e usaria os conhecimentos financeiros para investir em ações. Na bolsa, começou a fazer investimentos em Cingapura e, a partir de 2008, comprou ações na bolsa de Nova York, aproveitando a queda do preço dos papéis provocada pela crise financeira daquele ano.

EVITAR GASTOS SUPÉRFULOS

Além disso, ela adotou um estilo de vida bastante simples, sem luxos, evitando o que chamou de “mentalidade do café”, quando você gasta todo dia com coisas desnecessárias de baixo valor, que no fim do mês fazem uma diferença grande no orçamento quando acumuladas. Segundo ela, esse é um erro comum entre os jovens da geração Y.

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Ela limitou seus gastos a US$ 75 por semana, cerca de R$ 290, e decidiu que viajaria apenas um feriado por ano. Aos 28 anos, comprou a casa dos pais e, em 2015, aos 30, Anna alcançou seu US$ 1 milhão. Decidiu, então, criar uma plataforma de consultoria financeira chamada The New Savvy, destinada a mulheres asiáticas que, segundo ela, estavam desamparadas pelos atendimentos tradicionais.

“Durante muito tempo as mulheres foram condicionadas a pensar que não são boas em lidar com dinheiro. Eu queria mudar isso”, disse Anna.

Ela ressalta que, sem investir, fica praticamente impossível conseguir atingir a independência financeira. Você deve avaliar qual o seu perfil de investidor para montar uma carteira de acordo com as suas ambições e objetivos financeiros.

POUPAR METADE DO QUE GANHA

No caso de Grant, tudo começou em 2010. Formado em marketing, ele decidiu trabalhar com marketing digital – e aprendeu nos meses seguintes todos os truques de Google AdWords e WordPress. O próximo passo seria lançar-se como freelancer e poupar 50% dos ganhos. Em cinco anos, quando estaria com 30, teria 1 milhão de dólares na conta.

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Foi o que aconteceu em 1 de novembro de 2015, quando Grant se juntou ao clube dos milionários. Segundo ele, para atingir esse objetivo, é necessário não gastar mais da metade do rendimento com três grandes despesas – habitação, transportes e produtos alimentares – com as quais a maior parte da população americana gasta 70% do seu rendimento. No Brasil, não é muito diferente.

Em seu blog, Millenial Money, Grant aconselha as pessoas a “mudarem-se para um apartamento menor, caminhar ou usar transportes públicos para o trabalho e cozinhar mais vezes em casa”. Estes hábitos representariam um aumento de 25% na taxa de poupança de um adulto todos os meses.

“Eu comecei economizando 15% de tudo o que eu ganhava, depois 25%, 40% e 50%, e comecei a investir. Nada do que consegui foi mágica. Tem a ver com trabalho, criação de melhores hábitos financeiros e decisões inteligentes de investimentos”, diz Grant, que em seis anos leu mais de 300 livros de finanças pessoais e investimentos.

JOVEM TEM O TEMPO A  SEU FAVOR

O consultor financeiro Carlos Galvão, que tem o canal de YouTube Dívida Zero, lembra que para se atingir a liberdade financeira, é preciso três pilares: renda, poupança e investimento. E um jovem tem a seu favor o ativo mais valioso da nossa era: o tempo.

“Foque na autodisciplina e resista à tentação do consumo. Lembre-se do seu objetivo principal: ficar milionário. Então, ao receber seu salário, comissão, pensão ou mesada, pague-se primeiro. Guarde no mínimo 50%  dos seus ganhos. Mas não adianta você fazer um esforço brutal para economizar, se privar de várias coisas e colocar o dinheiro na poupança. Aprenda tudo sobre investimentos e gerenciamento de risco”, sugere Galvão.

A pedido do DuMoney, o consultor financeiro fez uma simulação que mostra que é possível ficar milionário em dez anos. Fácil não é, ou estaria cheio de milionários por aí. Mas é possível. Confira:

  1. Nos dois primeiros anos, o jovem tem uma renda de R$ 2 mil e poupa mil reais por mês.  Investindo no Tesouro Direto, com taxa mínima de 0,80% a.m., atingirá a quantia mínima de R$ 26.343,16 neste período.
  2. Durante os três anos seguintes, ele deverá poupar R$ 2,5 mil por mês. Investindo com  taxa mínima de 1% a.m., ele irá atingir a quantia mínima de R$ 145.383,17 neste período.
  3. A partir daí, a meta é poupar R$ 5 mil por mês. Neste ponto, o investidor passa a ter acesso a  alguns tipos de investimentos de maior rentabilidade, com taxa mínima de 2% a.m., atingindo a quantia mínima de R$ 1.047.264,35 em  cinco anos.

 

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