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Taxa rosa: por que mulheres gastam mais do que homens

Redação DuMoney 3 de janeiro de 2019 atualizado às 16:27

Neste fim de 2018, DuMoney republica as matérias mais lidas. Quem perdeu, ganha a chance de ler, e quem já leu, pode relembrar os assuntos mais discutidos do período. Na lista figuram temas como nudge, a teoria do Nobel de economia Richard Thaler; as novidades tecnológicas na agricultura brasileira; análise das melhores corretoras de ações para se investir; a ‘Taxa Rosa’, que faz com que mulheres gastem mais que homens. Falamos também sobre fintechs operando ações na Bolsa; listamos personalidades importantes para se seguir nas redes sociais; exploramos quais as empresas que mais lucram e demos o passo a passo para criar uma startup do zero. O DuMoney também apresentou Leandro Marcondes, fundador da Experiência de Sucesso, em um perfil e registrou o marco histórico do treinamento Millionaire Mind Intensive com recorde de público na última edição, em novembro de 2018

 

mulher comprando calça jeans

Mulheres pagam cerca de 12% a mais do que homens em produtos iguais. É a chamada Taxa Rosa / Shutterstock

 

Mulheres gastam mais do que os homens – e a disparidade entre os sexos começa desde o nascimento. Mas não é por que elas são mais consumistas ou compram mais. É porque produtos femininos são mais caros do que produtos idênticos voltados para o público masculino.

A chamada taxa rosa é o nome dado a esse fenômeno – porque as vezes a única diferença entre os produtos é que um é rosa (público feminino) e o outro não (público masculino).

O cálculo dessa “taxa” – chamada em inglês de Pink Tax surgiu como fruto de um estudo feito em 2015 pelo órgão de proteção ao consumidor de Nova York, nos Estados Unidos. Os dados revelaram a diferença de preço na comparação entre produtos voltados aos públicos feminino e masculino.

 

12% A MAIS, 22,5% A MENOS

Em 2017, uma pesquisa  coordenada por Fábio Mariano Borges, professor do mestrado em comportamento do consumidor da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), constatou que, no Brasil, as mulheres pagam, em média, 12% a mais em produtos que são idênticos aos voltados para o público masculino.

É fato, também, que o Brasil tem um mercado de trabalho que ainda apresenta uma disparidade de salário e de ocupação de cargos superiores entre mulheres e homens.

Então, enquanto em 2017 – de acordo com o IBGE – ganharam apenas 77,5% do salário pago a homens, ou seja, 22,5% a menos, elas também tem que pagar mais por produtos e serviços pelo simples fato de pertencerem a um público-alvo altamente lucrativo para as empresas. 

 

A PESQUISA COMPAROU PREÇOS DE PRODUTOS DE DIVERSAS CATEGORIAS

Crédito: ESPM, mestrado profissional em comportamento do consumidor, Taxa Rosa

 

O levantamento buscou identificar quais são as categorias mais marcantes, quais as razões e de quanto é essa diferença. O método utilizado foi o pricing, que consiste na verificação e comparação entre os produtos que estão destinados às mulheres, aos homens e a ambos os gêneros.

LEIA MAIS: Entenda o que é o nudge: a teoria do empurrão para a escolha certa

 

“RUIM TANTO PARA O MERCADO QUANTO PARA ELAS”

Segundo o professor Borges, é direito das consumidoras acionarem o Procon ou a própria empresa quando identificarem uma cobrança abusiva, de forma a criar uma pressão da sociedade contra essa prática.

“O mercado não é justo com o público feminino. As mulheres correspondem a cerca de 70% dos consumidores do varejo. Isto porque ela ainda é vista como a responsável pelo abastecimento da casa. Então, há um impacto, porque se a mulher gasta um valor alto em determinados itens, isso pode fazer com que ela consuma menos. E isso é ruim tanto para o mercado quando para elas.”

 

Em Educação Financeira

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