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Quantas pessoas entraram para o grupo de inadimplentes no Brasil

Redação DuMoney 4 de setembro de 2018 atualizado às 15:59

Número equivale a população de um país da Europa e também atinge a classe com maior pode aquisitivo. Veja os dados!

 

mão segurando carteira vazia

Grupo de inadimplentes no Brasil tem número equivalente à população da Itália / Shutterstock

 

Imagine todos os moradores de um país pendurados com dívidas. É quase o que está acontecendo no Brasil. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), no mês de julho, o total de brasileiros com dívidas em atraso chegou a 63,4 milhões, número quase equivalente à população inteira da Itália. 

A inadimplência entre os mais pobres diminuiu (queda de 29% para 26,7% de endividados), apesar de a população com renda mais baixa compor o grupo que mais deve. No entanto, é entre os mais ricos que o índice estacionou e não diminui. De acordo com a mais recente pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em julho, o índice de inadimplentes entre mais ricos alcançou 10,8%, em comparação com 10,6% do mesmo mês do ano passado.

“FAMÍLIAS DE ALTA RENDA FICAM MAIS CONFORTÁVEIS”

Para o professor da ESPM, Fábio Mariano, isso ocorre porque famílias com uma renda mais alta tem mais acesso a crédito com prazos maiores e acabam gastando mais por estarem acostumadas a um padrão de vida mais alto e uma hora isso sai do controle.

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“As famílias tanto de alta quanto de baixa renda continuaram com acesso a crédito e foram usando. Mas as famílias de alta renda ficam mais confortáveis numa situação de inadimplência e sentem uma urgência menor de quitar suas dívidas rapidamente por terem maiores possibilidades de pagamento e renegociação. E as famílias de mais baixa renda, por terem um acesso mais limitado a esses tipos de recursos, não contam com eles para quitarem suas dívidas.”

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CALOTE VIROU ESTRATÉGIA

No momento de aperto, deixar de pagar contas básicas, como luz e gás, virou estratégia. O calote de contas básicas subiu cerca de 7,6% no ano encerrado em julho, segundo o SPC Brasil. Durante o mesmo período, as dívidas bancárias – como cheque especial, empréstimos pessoais e cartão de crédito – subiram 6,9%. Segundo o professor Mariano, o nome disso é gestão de dívidas.

De acordo com o SPC e a Serasa Brasil, o consumidor escolhe qual conta atrasar com base no fato de que os juros, em contas do dia a dia, serem bem mais baixos do que os cobrados por instituições financeiras. E com a taxa de desemprego no segundo trimestre batendo 12,4%, segundo o IBGE, e cerca de 4,833 milhões de pessoas que desistiram de procurar trabalho, o cenário não apresentará melhora tão cedo.

Em Educação Financeira

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