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Principais motivos do endividamento e como superá-lo

Redação DuMoney 3 de janeiro de 2019 atualizado às 17:44

Um dos principais motivos do endividamento do cidadão brasileiro é a a falta de educação financeira. Veja como pagar as dívidas e ficar com o nome limpo

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Motivos de endividamento vão desde empréstimo sem planejamento até falta de educação financeira / Shutterstock

 

Um dos males que aflige boa parte dos brasileiros é o endividamento. Um levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) divulgado, em setembro deste ano, mostra que 62,9 milhões de pessoas estão com dívidas pendentes – número que soma 41% da população adulta. Isso, segundo especialistas, é reflexo da crise pela qual o país está passando aliada à falta de educação financeira.

O principal motivo de endividamento é a tomada de empréstimos sem planejamento. Em geral, o público em risco é formado mulheres chefes de família com baixa renda, idosos e servidores públicos. Essas pessoas tem facilidades de acesso a crédito, seja pela estabilidade do emprego, no caso dos servidores, ou pela estratégia dos bancos de focar em um público-alvo, no caso dos idosos.

As “facilidades” e tentações de consumo são potencializadas pela falta de educação financeira da população brasileira. Com isso, várias instituições lançaram programas e plataformas com foco na conscientização sobre finanças pessoais, como a Federação Brasileira de Bancos (Febraban),  a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e o Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), formado por diversas instituições financeiras.

Sem falar nas fintechs surgindo como concorrentes dos bancos tradicionais, que trazem propostas de educação e conscientização de seus clientes. Para as empresas de tecnologia financeira, a ideia é educar o brasileiro médio, como disse Gabriel Kallas, sócio-fundador da Toro Investimentos, em entrevista ao DuMoney sobre a estréia da empresa como corretora na Bolsa. “Brasileiro não investe por uma barreira tríplice: falta de opção, complexidade e falta de educação financeira.”

Segundo Fábio Moraes, diretor de Educação Profissional e Financeira da Febraban, o acesso ao crédito e a possibilidade de descontar produtos e benefícios da folha de pagamento são motivos de endividamento para a maioria dos trabalhadores. 

“Facilidades como desconto em folha e crédito consignado são interessantes e facilitam a vida dos trabalhadores, mas se não forem usados com sabedoria provocam o endividamento. Não aprendemos sobre finanças pessoais em lugar nenhum. Parece que no Brasil é tabu falar disso, nem as famílias conversam com os filhos. Então, crescemos sem saber lidar com dinheiro e consequentemente caímos nas tentações do consumo quando entramos no mercado de trabalho”.

Reinaldo Domingos, presidente da Abefin dá as dicas para sair de vez da condição de endividado:

1- SE ORGANIZE

O primeiro passo é descobrir o tamanho do problema. Em um artigo o educador financeiro afirma que é necessário cair na real e admitir que realmente se tem dívidas.  Faça uma varredura geral, anotando todas as suas dívidas, nome do credor, valor devido, taxas de juros e prazo.

2- PRIORIZE

Em seguida, separe os itens “essenciais” (como água, luz, telefone, condomínio) e “não essenciais” (como um contrato de TV a cabo ou conta de celular dos filhos, se tiverem). Em momento de acúmulo de dívidas é preciso priorizar as contas essenciais. Além disso, é preciso ter atenção com as dívidas sobre as quais incidem mais juros, como cheque especial e cartão de crédito.

3- CORTE GASTOS

É preciso também fazer um diagnóstico financeiro, anotando por 30 dias todos os gastos separando por categorias (como alimentação, transporte, vestuário, educação, guloseimas, etc.). O comportamento é a raiz do problema do endividamento, então considere que este é o momento de mudar seus hábitos para sair dessa situação de forma definitiva.

4- AVALIE

Depois de tudo isso, antes de procurar os credores, é preciso ter certeza do quanto você tem para pagar as parcelas da dívida após a renegociação. Se não tiver como pagar, é melhor nem procurar os credores, e sim organizar a situação primeiro. O ditado popular se aplica a esse caso: “Devo, não nego, pago quando puder”.

5- SAIA DA DÍVIDA

É indicado procurar primeiro os credores das dívidas essenciais e de juros mais altos e só fazer o acordo se a parcela couber em seu orçamento mensal. O hábito de poupar é algo que deverá levar consigo por toda a vida, deixando de ser endividado e inadimplente e se tornando alguém educado financeiramente, que se planeja para conquistar sonhos constantemente.

 

Em Educação Financeira

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