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Deixar tudo para depois tem preço alto. Descubra como evitar

Redação DuMoney 3 de agosto de 2018 atualizado às 11:53

Deixar tudo para depois cobra um preço que vai além do estresse e das noites mal dormidas. Você pode estar perdendo dinheiro com sua falta de organização

deixa tudo para depois

Existem inúmeras dicas de organização pessoal e financeira / Schutterstock

 

Todo mundo já foi correndo no shopping lotado no dia 24 de dezembro porque ainda não comprou o presente de Natal de algum familiar. E, claro, todo mundo já pagou juros da conta de luz atrasada ou virou noite terminando um trabalho.

Segundo o consultor financeiro André Massaro, procrastinar (o ato de deixar tudo para depois) é uma característica cultural brasileira. Temos o que psicólogos chamam de excesso de confiança.

“As pessoas que se atrasam muito e procrastinam tendem a fazer uma avaliação excessivamente otimista sobre as situações em que se encontram. Acham que vão conseguir chegar na reunião saindo 15 minutos antes… Acham que vão conseguir dar um jeito de pagar a conta no prazo…”, explica Massaro.  

ORGANIZAÇÃO É O SEGREDO

Para o consultor, esse fenômeno é um dos aspectos que contribuem para nossa falta de educação financeira:

“O problema financeiro na verdade é uma consequência da desorganização pessoal. As contas do mês e as datas comemorativas acontecem todo ano. Ninguém pode argumentar que foi pego de surpresa. O Natal teve ano passado, vai ter neste ano e no ano que vem. Ou seja, ou a pessoa se prepara, ou vai continuar sofrendo as consequências”.

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AS MELHORES DICAS PARA DE ORGANIZAR

Existem inúmeras dicas de organização pessoal, desde fazer listas de tarefas, marcar datas de vencimento no Google Calendar, e colocar contas no débito automático. Mas Massaro alerta, é mais fácil falar do que fazer:

“Organização é um hábito. E toda mudança de hábito é dolorosa. Existem estratégias para se forçar a mudar. Como criar um sistema de incentivos e punições, se possível sempre usando terceiros, alguém que seja um juiz, um amigo ou parente”.

QUAIS AS PIORES ÉPOCAS 

Massaro explica que os piores meses do ano, financeiramente, são janeiro e dezembro:

“Começo e fim de ano são as épocas mais catastróficas. Em dezembro temos Natal e mil parcelamentos sendo feitos, aí vem janeiro nos bombardeando com impostos. E com o crescimento de empregados como Pessoa Jurídica – que não recebem 13° salário – o nível de histeria geral aumenta. Mas o consultor explica que com planejamento é possível passar suavemente por essa tempestade”.

Segundo o especialista, as compras de Natal deveriam começar agora, no meio do ano. Dias dos Pais, segundo ele, já é tarde demais para conseguir achar condições favoráveis à medida que que data se aproxima. A ideia de adiantar as compras, é para que os consumidores tenham mais poder de barganha na hora da compra, já que pode ser mais fácil negociar um desconto em um momento em que o varejo vende menos.

 

Em Educação Financeira

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