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Crédito ou débito? Saiba a opção preferida pelos brasileiros

Redação DuMoney 7 de agosto de 2018 atualizado às 15:30

Apesar do crescimento da opção pelo pagamento via débito, brasileiro ainda usa dinheiro para adquirir produtos. Especialista analisa o comportamento do brasileiro e a razão das mudanças na hora de comprar

crédito ou débito

Cartões de débito ganharam popularidade, mas dinheiro ainda é a principal forma de pagamento / Schutterstock

 

É crédito ou débito? Para o brasileiro, é débito. De acordo com a pesquisa “O brasileiro e sua relação com dinheiro”, divulgada pelo Banco Central, na segunda quinzena de julho, o cartão de débito desbancou a opção pelo crédito como a forma preferida de pagamento.

Apesar do cartão de débito ganhar popularidade, o dinheiro vivo continua reinando absoluto como a forma em que o brasileiro preferem pagar as suas contas. Segundo o estudo, a parcela da população que utiliza o dinheiro em espécie é de 60%. Mas o número vem caindo. Em 2013, último ano em que o BC fez a mesma pesquisa, o percentual era de 78%.

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CRESCIMENTO DO DÉBITO

Em parte, o que explica esse crescimento pela opção de pagamento pelo débito é justamente a migração dos consumidores que pagavas seus gastos ”in cash”.

Há cinco anos, a parcela de brasileiros que pagavam suas contas no débito era de 9%. Hoje, o percentual atinge 22%. O crédito, por sua vez, era a forma mais usada por 12% das pessoas quando um pagamento era feito no cartão, e agora é o preferido por 15%.

De acordo com o estudo do do BC, 51% das pessoas ainda recebia o salário em dinheiro em 2013 e apenas 29% tinha o pagamento depositado em conta bancária. Em 2018, esse número praticamente se inverteu: 48% das pessoas recebe em conta e 29% em dinheiro.

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”A INCERTEZA ECONÔMICA ESTÁ GRANDE”

Segundo a economista do Insper, Juliana Inhasz, cartão de crédito é bom quando as pessoas conseguem se organizar e ter renda para pagar a parcela lá na frente. Como esse não é o cenário que temos, é compreensível a opção do débito ganhar força.

”A incerteza econômica ainda está grande. As pessoas não conseguem criar uma perspectiva de longo prazo então não sabe se vai realmente conseguir pagar a parcela da geladeira daqui a 3 meses. Então mesmo que estejam empregadas acabam ficando receosas por que elas sabem que a incerteza ainda é muito grande. Nesse aspecto, na cabeça delas, vale mais a pena gastar no débito”.

Ainda segundo a economista, como as vendas com coisas menores aumentaram, os pagamento débito também crescem.

”As pessoas estão segurando as demandas e gastando com coisas menores. Não estão trocando a geladeira. O momento não é confortável para compras grandes. Então diminuíram as compras a prazo. A quantidade de venda no crédito diminui. O débito aumenta porque os gastos miúdos aumentam”.

 

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