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Como pagar suas dívidas e sair do vermelho

Redação DuMoney 6 de novembro de 2018 atualizado às 14:32

Pagar dívidas e sair do vermelho não é fácil, mas a inadimplência é uma realidade para grande parcela dos brasileiros. Por isso o DuMoney reuniu algumas dicas para te ajudar

Pessoa segurando boletos

Veja o passo a passo para pagar suas dívidas e sair do vermelho / Shutterstock

 

A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro foi procurada por 95 pessoas em situação de superendividamento, o órgão fez um levantamento que mostrou que a maioria desses indivíduos tem mais de 55 anos, é mulher e trabalha no funcionalismo público.

A exposição dessas pessoas à contração de dívidas é maior porque, de acordo com a Comissão de Superendividamento do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), a oferta de crédito a esses grupos é mais agressiva e irresponsável pois as operadoras buscam pessoas com renda estável e 67% dos casos tem o agravante de essas pessoas serem as únicas responsáveis pelo sustento do lar.

As pessoas acompanhadas buscaram a defensoria depois de se complicarem com as finanças. A origem da dívida, em 41% dos casos, era o crédito consignado; o cartão de crédito, o empréstimo ou crédito pessoal,  o cheque especial e os acordos de renegociação de dívidas são outras formas frequentes de endividamento. De acordo com a defensoria, os superendividados são pessoas de boa fé que se afundam em dívidas contraindo outras, porque não querem ficar inadimplentes e, portanto, com nome sujo.

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Pessoas superendividadas residentes do Rio de Janeiro podem recorrer à defensoria por meio do telefone 129, para agendar um atendimento no Núcleo de Primeiro Atendimento mais próximo de sua residência ou no Nudecon.

Nesses casos acompanhados pela defensoria as pessoas chegavam com 90% da renda prejudicada, em média. Em um dos casos, o encargo chegou a comprometer 1.067% da renda. Mas não precisa deixar chegar a esse ponto para começar a quitar suas dívidas. Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) dá as dicas.

1- SE ORGANIZE

O primeiro passo é descobrir o tamanho do problema. Em um artigo o educador financeiro afirma que é necessário cair na real e admitir que realmente se tem dívidas. “A partir desse reconhecimento, é fundamental fazer um raio-x de sua vida financeira e descobrir o valor real de cada dívida”.

Faça uma varredura geral, anotando todas as suas dívidas, nome do credor, valor devido, taxas de juros e prazo.

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2- PRIORIZE

Em seguida, separe os itens “essenciais” (como água, luz, telefone, condomínio) e “não essenciais” (como um contrato de TV a cabo ou conta de celular dos filhos, se tiverem). Em um momento de acúmulo de dívidas e dificuldade em pagar todas, é preciso priorizar as contas essenciais, evitando o corte de serviços indispensáveis para a família, e verificar o que pode ser eliminado ou ter seu custo reduzido.

Além disso, atenção para as armadilhas, como o limite do cheque especial e o cartão de crédito (que permite compras parceladas).  É preciso ter atenção com as dívidas sobre as quais incidem mais juros, como cheque especial e cartão de crédito. “Não quero dizer que o dinheiro eletrônico não tenha suas vantagens, muito pelo contrário, só é preciso ter cautela e não desrespeitar o planejamento financeiro,” afirma Domingos.

3-  CORTE GASTOS

É preciso também fazer um diagnóstico financeiro, anotando por 30 dias todos os gastos separando por categorias (como alimentação, transporte, vestuário, educação, guloseimas, etc.). Analise as despesas tendo a certeza de que você tem condições de reduzir, em média, 25% do valor de cada uma delas ou até mesmo eliminá-las. O comportamento é a raiz do problema do endividamento, então considere que este é o momento de mudar seus hábitos para sair dessa situação de forma definitiva.

4- AVALIE

Depois de tudo isso, antes de procurar os credores, é preciso ter certeza do quanto você tem para pagar as parcelas da dívida após a renegociação. Se não tiver como pagar, é melhor nem procurar os credores, e sim organizar a situação primeiro. O ditado popular se aplica a esse caso: “Devo, não nego, pago quando puder”. “O importante é não se desesperar, pois esse sentimento faz com que percamos o foco,” aconselha o educador.

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5- SAIA DA DÍVIDA

É indicado procurar primeiro os credores das dívidas essenciais e de juros mais altos e só fazer o acordo se a parcela couber em seu orçamento mensal. O ideal é que pague o valor renegociado e continue a poupar dinheiro mensalmente, para ter maior força para sair dessa situação de vez. O hábito de poupar é algo que deverá levar consigo por toda a vida, deixando de ser endividado e inadimplente e se tornando alguém educado financeiramente, que se planeja para conquistar sonhos constantemente.

“É importante, acima de tudo, saber que o sonho não acabou; isso é, mesmo com dívidas, ainda é importante estabelecer sonhos de curto, médio e longo prazos,” orienta Domingos.

6 – FIQUE FORA DA DÍVIDA

Já vimos que é necessário mudar hábitos e ter muita disciplina para sair da condição de endividado e ficar fora dela. Hoje em dia com a Internet ficou muito mais fácil de se informar e buscar a melhor forma de fazer as coisas. Existem muitos sites de dicas e ideias e até cursos.

Um dos profissionais reconhecidos no mercado é o empresário Carlos Galvão, que ministra o curso Dívida Zero. As aulas são ideais para quem quer sair do vermelho e nunca mais voltar.

Em Educação Financeira

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