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Como Pagar Dívidas Sem Entrar no Vermelho?

O Brasil encerrou o ano de 2018 com crescimento de 4,41% no número de consumidores com contas em atraso. O  volume de dívidas em nome de pessoas físicas apresentou elevação de 2,75%

Redação DuMoney 11 de fevereiro de 2019 atualizado às 14:18

É preciso organizar o orçamento doméstico para renegociar dívidas e sair do vermelho

 

O crescimento da taxa de inadimplência 2018/2017 foi o maior desde 2012. Cada inadimplente tem, em média, duas pendências financeiras. As contas básicas da residência, como água e luz, foram as que mais cresceram no período, um avanço de 14,88%. Em segundo lugar estão as dívidas bancárias (cartão de crédito, cheque especial, financiamentos e empréstimos), com crescimento de 6,81%. As dívidas contraídas no comércio e com boletos de telefonia, TV por assinatura e internet caíram 5,09% e 0,37%.

O presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), Reinaldo Domingues, tem algumas dicas importantes para você pagar dívidas e sistematizar o orçamento doméstico. Ele afirma que é necessário admitir que realmente as dívidas existem. “É fundamental descobrir o valor real de cada dívida”. Anote todas as dívidas, nome do credor, valor devido, taxas de juros e prazo.

Dê prioridade aos itens essenciais, como água, luz, telefone, condomínio e rediscuta com a família itens não essenciais como TV a cabo, celular dos filhos, etc. Em um momento de acúmulo de dívidas é preciso dar ordem às contas essenciais, evitando o corte de serviços indispensáveis, e definir o que pode ser eliminado ou reduzido. É preciso mais atenção com as dívidas com juros maiores, como cheque especial e cartão de crédito.

Antes de procurar os credores, é preciso estabelecer quanto você tem para pagar as parcelas da dívida após a renegociação. Lembre-se do ditado popular: “Devo, não nego…”. “O importante é não se desesperar, pois esse sentimento faz com que percamos o foco,” aconselha Domingos.

É indicado negociar primeiro as dívidas essenciais e de juros mais altos e fechar um acordo com parcelas que caibam no orçamento mensal. O ideal é renegociar as dívidas e manter uma margem para poupar. O hábito de poupar é para toda a vida, e define alguém educado financeiramente, que se planeja para conquistar sonhos constantemente. “É importante saber que o sonho não acabou; mesmo com dívidas, ainda é importante estabelecer metas de curto, médio e longo prazos,” orienta o educador.

Leia mais: Calote de parentes: Como cobrar dívidas dentro da família

 

 

 

 

Em Educação Financeira

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