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Cenário Sugere Mais Cortes na Taxa Básica de Juros

O Copom conclui que indicadores recentes da atividade econômica sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira em ritmo gradual.

Redação DuMoney 6 de agosto de 2019 atualizado às 18:47

 

 

(Pixabay – informações Ú. Instante)
O Comitê de Política Monetária – Copom do Banco Central do Brasil, divulgou nesta terça-feira a ata da última reunião, quando a taxa de juros, Selic, sofreu um corte de 0,50 p.p passando para 6% ao ano.

O comitê conclui que os indicadores recentes da atividade econômica sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira, porém, em ritmo gradual.

A economia segue lenta implicando na produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego. Por outro lado, o cenário externo mostra-se benigno, em decorrência das mudanças de política monetária nas principais economias. Entretanto, os riscos associados a uma desaceleração da economia global permanecem, com destaque para a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China.

No cenário com trajetórias para a taxa de juros e de câmbio extraídas da pesquisa Focus, as projeções do Copom situam-se em torno de 3,6% para 2019 e 3,9% para 2020. Esse cenário supõe, entre outras hipóteses, trajetória de taxa Selic que encerra 2019 em 5,50% a.a. e permanece nesse patamar até o final de 2020. Também supõe trajetória de taxa de câmbio que termina 2019 em R$3,75/US$ e 2020 em R$3,80/US$. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 4,1% para 2019 e 4,6% para 2020.

Para a taxa Selic constante em 6,50% a.a. e taxa de câmbio constante a R$3,75/US$2 , as projeções condicionais para a inflação situam-se em torno de 3,6% para 2019 e 2020. Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 4,1% para 2019 e 4,4% para 2020.

Riscos para a inflação

O cenário básico do Copom para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções. Por um lado, o nível de ociosidade elevado pode continuar produzindo trajetória prospectiva abaixo do esperado. Por outro lado, uma eventual frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. O risco se intensifica no caso de reversão do cenário externo benigno para economias emergentes. “O Comitê reconhece que o balanço de riscos para a inflação evoluiu de maneira favorável, mas avalia que o risco ainda é preponderante.”

Os membros do Copom avaliaram a evolução da atividade econômica à luz dos indicadores e informações disponíveis. Concluíram que os dados sugerem possibilidade de retomada do processo de recuperação da economia brasileira, que tinha sido interrompido nos últimos trimestres. A estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar estável ou apresentar ligeiro crescimento no segundo trimestre, com alguma aceleração nos trimestres seguintes, que deve ser reforçada pelos estímulos decorrentes da liberação de recursos do FGTS e PIS-PASEP.

Para completar, os membros do Copom, conforme a ata de hoje, reiteram que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

 

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