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Artigo: Mercado de Ações – Até quando dura o crescimento

Redação DuMoney 19 de outubro de 2018 atualizado às 17:04

Este é o quinto artigo de uma série sobre Investimentos em Ações. Neste vamos falar sobre o crescimento do número de investidores pessoas físicas no mercado da bolsa de valores.

 

Por Luiz Guilherme Dias (lg.dias@sabe.com.br)

A bolsa de valores funciona como um mercado de compra ou venda de ações, que equivalem a pequenas fatias do capital total de uma companhia aberta listada. Quando alguém compra uma ação, se torna “dono” da companhia, e como tal, pode perder ou ganhar dinheiro conforme o desempenho da empresa.

O “X” da questão é saber escolher a empresa. Por esse motivo, a maioria dos brasileiros preferem investimentos de menor risco, como imóveis ou renda fixa. Entretanto, com a taxa Selic em 6,5%, e inflação sob controle, as aplicações de baixo risco perdem atratividade.

O MERCADO ATUAL

Até o fim de Setembro de 2018 estavam cadastrados na [B]3, antiga BM&FBovespa, 741 mil CPFs de investidores individuais. Em dezembro de 2017, esse número era de 620 mil CPFs. Portanto, só neste ano de 2018 ingressaram na bolsa cerca de 121 mil novos investidores, o que corresponde a um aumento de 19,5% em relação a 2017.

Por outro lado, há uma forte concentração, próxima a 72%, de investidores PFs na região sudeste e no estado do RS. Portanto, percebe-se uma grande janela de oportunidades em 23 UFs do país para o mercado acionário.

PERFIL DE INVESTIDORES

Aprofundando a análise do perfil de investidores individuais, chegamos às seguintes conclusões principais, ilustradas na planilha abaixo:

  • 47% do total de investidores possuem mais de 46 anos e aplicações em bolsa que atingem quase 83% do volume total, equivalente a R$ 152 bilhões;
  • A maioria dos investidores é de homens com cerca de 78% do número total; as mulheres são apenas 22%, pelo menos por enquanto…

O MERCADO DE AÇÕES NO BRASIL É GRANDE?

Para um país com a dimensão populacional do Brasil, a base de investidores individuais é ainda muito pequena. Comparado com o total de 208 milhões de brasileiros, o número atual de investidores na [B]3 corresponde a meros 0,35% da população. Em países emergentes esse percentual chega a 5%, e em países desenvolvidos a 10% ou mais da população.

Portanto, temos no Brasil um potencial para chegar a mais de 10 milhões de pessoas físicas investindo em ações.

Entretanto, como já dissemos, sendo fruto de uma “cultura patrimonialista” herdada dos ancestrais portugueses, o brasileiro prefere investir em imóveis, ativos de menor risco considerados “bens de raiz” pela maioria do nosso povo. Assim sendo, para o país alcançar o potencial que possui é necessária uma mudança cultural na forma de investir e formar patrimônio.

Para isto é necessário educação e informação continuadas. Enquanto o investimento em ações for considerado um “jogo” complexo e destinado a pessoas ricas ou especialistas de mercado, nosso mercado acionário continuará patinando.

LUIZ GUILHERME DIAS é Conselheiro de Administração Certificado (IBGC), Professor, Criador e CEO da SABE Consultores e seus processos de Inteligência Artificial e Algoritmos de Percepção de Mercado (Benchmarking).

Em Educação Financeira

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