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A quantidade de brasileiros que investem na poupança – e perdem dinheiro com isso

Redação DuMoney 23 de outubro de 2018 atualizado às 14:54

O retorno baixo não é motivo para que brasileiros continuem a investir na poupança. Por que é tão difícil alterar esse comportamento?

 

Comportamento conservador: maioria prefere deixa o dinheiro na poupança / Schutterstock

 

Quando falamos de futuro nos investimentos, consideramos que o mundo é digital e as alternativas para investimentos estão a um clique de distância. Mas a estratégia mais utilizada na hora de poupar é arcaica.  Segundo uma pesquisa, sete em cada dez brasileiros preferem deixar o dinheiro na poupança a se “arriscar” por alternativas mais atrativas. Mesmo fora de opções mais populares como a renda fixa.

O levantamento foi feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com 700 investidores na primeira quinzena de agosto.

O COMPORTAMENTO DO INVESTIDOR DE POUPANÇA

De acordo com analistas do mercado, o comportamento do investidor brasileiro, mais uma vez, é penalizado pelo desconhecimento das opções. Traduzindo: em geral, as pessoas até sabem ou já ouviram falar que existem opções melhores que a poupança. O problema é que a sopa de letrinhas” dos investimentos, notabilizada por produtos como CDBs, LCIs, CRAs e CRIs, faz com que o dinheiro de quem economiza se mantenha em uma das opções menos atrativas como a poupança.

“Às vezes, falta um bom assessor de investimento para ajudar as pessoas a identificarem os perfis e os objetivos daquela ação. Realmente, muitas pessoas sabem que o melhor é evitar a poupança, mas desconfiam das opções oferecidas pelo gerente do banco, e acabam deixando o dinheiro parado” – afirma Gioavanni Avilla, assessor de investimento. “Uma coisa é certa: há muitas opções melhores, mas é necessário ser bem orientado antes de tomar decisões”.

Segundo o  o coordenador do Centro de Estudos Comportamentais e Pesquisa da CVM, Rogério Oliveira, responsável pela pesquisa, uma das outras causas que faz com que o brasileiro tire o dinheiro da poupança é o gerente do banco. Ele conta que a maioria dos correntistas consideram o gerente como uma fonte de informação confiável.

VALORIZAÇÃO DA POUPANÇA É UM DOS MOTIVOS 

O brasileiro pode até desconhecer outros meios de investimentos, mas um outro motivo que pode ter dado força para manter o dinheiro na poupança foi valorização nos últimos 18 meses.

As sucessivas reduções da taxa básica de juros, a Selic, tornaram o mais tradicional investimento do país, a poupança, mais atrativa. Desde outubro de 2016, a Selic já passou por 13 cortes seguidos.

O resultado disso foi que o saldo das cadernetas de poupança em todo o país (diferença entre depósitos e saques) foi de R$ 7,34 bilhões entre janeiro e junho deste ano – o mais alto registrado desde 2014, segundo dados do Banco Central.

A rentabilidade da poupança não sofre incidência de Imposto de Renda (IR) e não há cobrança de taxa de administração, como nos fundos de investimento, por exemplo. Desde maio de 2012, há regras diferentes para o cálculo da poupança de acordo com o nível da Selic

Quando a Selic fica igual ou acima de 8,5% ao ano, a caderneta rende 6,17% ao ano (0,5% ao mês) mais a Taxa Referencial (TR), tipo de juro variável. Abaixo de 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da taxa Selic mais variação da TR.

Em Educação Financeira

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